13 de fev de 2009

MOCHILÃO E CURSO DE TURISMO

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Mominha no rio que corria atrás de nosso albergue em Legget, norte da California. Ursos em fim de hibernação!!!
O curso de turismo abrange uma série de matérias que um viajante comum jamais irá imaginar. É certo que há muita gente que sabe que é pesquisado, analisado, cuidado para que passe muito bem o seu período de férias. E para que divulgue a qualidade do atendimento, claro, e incite mais viajantes a desfrutarem.

Quantidade de atrações que temos em um hotel.
Não estou falando da piscina de Tobogan e, sim, dos agradáveis atendentes, das cores de seu quarto, da disposição da toalha, da força da ducha, das informações prestadas na recepção, de para qual lado estão dispostas as camas, o que há em seu mini freezer. Isto tudo é estudado para melhor atendê-lo. Por todas as cidades do país em que vivemos, o Brasil, o mesmo acontece. Por todo o mundo, acontece de formas diversas.

O berço da hotelaria, a Suíça, é um dos locais onde o turismólogo deveria ir, assim como um muçulmano deve ir à Meca. Em Berna, por exemplo, você é atraído pela arte nas paredes das construções, pela preservação da história. Todas as lojas são agradáveis, tanto pelo que servem como por suas cores e simpático atendimento. Os Centros de Informações Turísticas atendem rapidamente, pois sabem que o viajante quer aprender vendo, quer chegar logo ao seu destino. Então, imediatamente as orientações são dadas e de forma clara. Se não conhecem a língua do cliente, se desdobram para auxiliá-los. Sempre muito solícitos. Na maioria dos Centros de Informações há mapas gratuitos da cidade.

Viajar para um país diferente do seu amplia sua visão para novas formas de servir, de agradar, de atrair o público. Até mesmo o mochileiro, que é um viajante regulado com dinheiro não resiste a algumas atrações, a um charme beduíno para a aquisição de um produto, a comer, uma vez que seja em um restaurante saboroso de preço salgado. E um mochileiro sempre passa a adiante as coisas boas de sua viagem.

Mochileiros do Mundo e o Brasil

Como mochileira, digo que, se este país se transformar em uma TERRA DE MOCHILEIROS, o turismo vai ganhar muito em lugares raros. É que o mochileiro vai para onde ele quer, mesmo sem um transporte público. Ele se hospeda, come ou dorme onde der. Imagine um albergue totalmente interagindo com uma floresta, sem estrada, estacionamento. Para chegar até ele só por trilha, limite de 20 camas, onde a cama tem colchão de palha, com comida simples, alguns livros, banheiros coletivos, uso de energia solar e reciclagem de água,um hotel totalmente “verde”, informações sobre todas as trilhas existentes, opção de contratar um guia, aluguel de equipamentos como barraca, lanterna, bateria, canivete, cloro para água ,acesso gratuito à internet, estudantes de turismo trabalhando. O viajante teria como um de seus pensamentos um “Caramba! Até aqui o capitalismo chegou!” Mas duvido que seria seu primeiro sentimento. Acredito que iria ficar encantando com a possibilidade de mais pessoas poderem desfrutar daquele local onde há tanta beleza, ficando em um ambiente agradável, onde pudesse interagir com outros viajantes, sem uma TV para competir por atenção, o capitalismo imperando com diversos artigos para consumo, uma multidão do lado de fora aguardando para se hospedar, fast food do outro lado da rua, serviço de quarto mal feito. E tudo isso por simpáticos R$30,00 a diária. De nada adianta trabalhar com algo de valor alto e para a massa. O benefício para o turismólogo seria no contingente. E o mochileiro é um tipo de viajante mais consciente. Tem pensamentos para o bem da natureza, está disposto a aprender e a dividir. As viagens o tornam assim. Ele anda com menos posses e sabe onde deve deixá-las. É uma parcela do mercado turístico desconhecida em nosso país. Uma parcela que além de viajar, e consumir, também aprende e se torna um cidadão melhor. O mochileiro ainda não foi descoberto em nosso país. E deve-se tomar cuidado. Ele sabe quando é explorado e não vacilará em dormir na casa do vizinho, acampado, ou na rua ao invés de apreciar sua estadia por R$60,00, onde ele só iria dormir.

A política do mochileiro é ter o albergue como local para trocar idéias com pessoas do mundo, cama e, ás vezes, banho. Nada mais. E até isso ele poderia conseguir de graça. É que ainda é muito melhor você ficar em um local que te deixe mais à vontade e um albergue faz isso muito bem. Há muitos como você hospedados nele.

O mochilão do Turismólogo
Centro de informações Turísticas - Eslovênia

O turismólogo aprenderá sobre o turismo mochileiro e muito mais sobre atendimento ao turista em geral. Poderá, ainda, fazer um intercâmbio intercalado com o mochilão.

É importante que ele saiba como ser um viajante independente antes de mostrar outros caminhos aos seus clientes. Ele terá mais segurança ao recepcionar. Saberá realmente do que está falando. E passará a energia na medida.

Para o turismólogo, realizar uma visita deste estilo é esclarecedor. Um estudo de campo. Visão de como o homem é recepcionado em diferentes culturas. O que é feito para agradá-lo e para fazê-lo consumir lazer. Quais os custos pelos serviços? Qual público consome determinado serviço? O que o país oferece ao viajante? Há tours guiados? Há sinalizações de pontos turísticos pelas cidades? Há passeios que você pode fazer sozinho com indicações pelas ruas? Como é a segurança em determinado país? Há muito policiamento pelas ruas? Os habitantes conseguem auxiliar uma pessoa que fale uma língua diferente? São hospitaleiros? A comida é agradável ao paladar do país onde vivemos? Os hábitos realmente são como os que lemos nas revistas ou é tudo exagero? É possível conferir quando você mete as caras e vai sentir na pele a recepção ao turista. E não seria necessário você se hospedar em um hotel. Visitando a recepção já se identifica, ainda mais sendo um estudioso da área, muitas coisas oferecidas ao cliente. Para quem é mais ousado, o negócio seria solicitar um estágio, ou uma semana de visita à cozinha, ajudando no serviço de quarto, conhecendo o serviço de lavanderia, ou ainda a parte administrativa, que deve ser bem agitada, principalmente em países europeus.

Sugeriria ao estudante de turismo e mesmo ao turismólogo a experiência de um mochilão. É um estilo diferente de viagem, onde você aprenderá mais sobre o mundo por si, conhecerá um público diferente e simples, mas exigente quanto a informação; é econômico, mas disposto a ir em uma cidade remota apenas para visitar um ponto turístico, ou experimentar uma gostosura de determinado lugar. São pessoas que amam a aventura e preferem dispender seu orçamento em algo que realmente tenha significado em seus corações, como um aprendizado que possa dividir.

Então, aproveite sua juventude, ou aproveite sua profissão e aperfeiçoe-se na arte de tirar o melhor de suas viagens e de si. Sempre falo: Mochilão é terapia; é aprendizado para a vida! Vá já fazer o seu!


V for Verônica
Cidadã do Mundo

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