13 de abr de 2009

FALANDO SOBRE TRABALHO INFANTIL

De vez em nunca eu leio jornal. Antes lia diariamente porque meus pais recebem em casa, mas como estou no interior, vejo somente os noticiários de primeira página do ig, info telepolis e hotmail. Jornal da TV vejo pela manhã e, raramente, à noite.

Ontem li sobre trabalho infantil. Trabalho infantil por necessidade e justo, com exigência de boas notas para continuar no ofício. Alguns trabalhos mais simples e que podem ser realizados por uma criança, por meio período deveriam sim receber anuência do governo. Como fazer isso? Imagino que em reunião junto a órgãos que cuidam da assistência ao menor. O Estado oferece parcos meios de lazer e o ensino está cada vez mais fraco. Os pais com mais dificuldades financeiras e a geração futura sendo a mais prejudicada porque o governo determina 8 ou 80. Precisamos de meios termos. Precisamos de brechas nas leis! Nada é exato e estamos vendo a necessidade!

Engraçado que para ser artista o trabalho infantil é normal! Você tem horários, não pode fazer cenas com bebida alcóolica envolvida, cigarro, cenas "pesadas". Longe de querer que as crianças parem de ser artistas; o que queremos é que elas possam ser gandulas, possam atender num balcão de padaria, locais onde trabalhem com coisas saudáveis. Nada de bebida, fumo ou jogo. Trabalho mesmo. Biciboys. O Brasil tem necessidade de ocupar a cabeça das crianças com algo. Se a diversão é perda de tempo e de dinheiro, que seja permitido aos pequenos ao menos 4 horas de trabalho diário para ajudar na renda familiar. Isto já está, eu diria, tão comum aqui... O jovem chega aos 16 anos e já é boy em alguma empresa. Por que seria proibido a ele com 10 anos, ou 8, ajudar como gandula em uma quadra de tênis, onde ganha um dinheirinho, tem que mostrar notas boas na escola para continuar “trabalhando” e está no meio de pessoas de uma classe social, diríamos, melhor? Este foi o caso que li no jornal. Alguns tipos de trabalho deveriam ser liberados para o bem das crianças, de suas famílias e da sociedade. Mas sempre vamos achar empecilhos e falar que vão burlar esta lei para fazer as crianças trabalharem mais do que devem, ou que criança não trabalha, tem é que se divertir. EU CONCORDO, mas o negócio é que os impostos são pagos ao governo pela população para que nem se precise pensar nisto. Vocês sabem o final da história. Eu acho que se a família tem dificuldades financeiras, mora em um lugar barra pesada, onde diversão de criança é empinar pipa ou soltar foguete pra avisar que a droga chegou, o negócio é arranjar ocupação . E os jovens que são guias turísticos no Nordeste? Gente, isto existe. É um ramo promissor que ensina e ajuda financeiramente a população! Eu não compreendo mais nada. Mas, não. Vamos deixar a molecada dar o jeito delas, coitadas, engraxando um par de sapatos pra comprar cola, esmalte, pedra de craque, ou, quem sabe, um pãozinho com manteiga.

No início do século XX jovens eram pais e tinham obrigações desde seus 16 anos. Tocavam mercados, fazendas com 16, 17 anos. Eram gente de responsabilidade com esta idade. O mundo mudou, mas a necessidade continua. E mais séria ainda porque o mundo está mais cruel e a ganância e desejo de todos está cada vez maior.

É estranho dizer isso, mas deixem as crianças trabalharem! O mínimo, mas com um dinheirinho e cobrança nos estudos. Nem todo jovem consegue entrar num SENAC, ou algum curso deste tipo.

Sei lá. Eu tinha que escrever o que tava pensando sobre isto. Ficar com isso só na cabeça, tendo esta ferramenta democrática onde a gente pode discutir, se fazer ler e ler as visões de outros, é pensamento sem resultado. É importante dizer o que se pensa. Ver se algum representante nosso no governo bate o olho. Escrever com respeito e consciente de que a gente sabe parte das coisas, mas tem que fazer observações para ter rebates e debates, compreensão e resultados.

Falei!

V for Verônica

Como muitas outras, estas fotos são da net.
Tenho q escanear minhas velhas fotos. Preguiiiiiça.

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