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11 de mai. de 2009

COUCHSURFING, HOSPITALITY CLUB, ALBERGUE, HOTEL, CAMPING

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Isto é algo muito gostoso na viagem econômica: Onde ficarei hospedado? Vou economizar um pouco mais, vou gastar um pouquinho mais, vou dormir "de grátis" na casa de alguém caridoso o suficiente pra me ceder um "sofazinho", vou pra um camping ver como é dormir ao relento....

O lugar onde vamos nos hospedar tem muito a ver com o que queremos. De acordo com sua opção você terá experiências mais impactantes. É que no final, o local onde você ficará para seu descanso se torna muito mais que isso. Deveria ser para banhar, organizar as coisas e dormir, mas é bom ser mimado, não é mesmo? Uma comidinha boa, um quarto gostoso, um bom papo...é como a sereia cantando pra te levar pro fundo do mar. É justamente o que acontece em Resorts. Fazem de tudo pra você ficar dentro deles, consumindo, num local recluso, seguro dos terrores do mundo, onde te alimentam, te oferecem todo lazer, tudo a um preço, que se você tiver como pagar...por que não?

Se você está numa viagem econômica eu já tô confusa. E mais! Dependendo do tempo que você tiver para aproveitar sua viagem, tipo, um mês, conhecendo lugares, o povo e tudo que há pra se aprender enquanto se caminha, você está perdendo tempo com luxo desnecessário. Se você tá numa Volta ao Mundo e quer, de vez em quando ter tempo pra você, economicamente, hospede-se em um hotel simples. O negócio é relaxar, colocar seus pensamentos no lugar, organizar suas coisas, desligar do ritmo diferente, sentir-se parado por um(s) dia(s)? Então, isto é o melhor a se fazer.
Vamos falar um pouco sobre prós e contras de cada tipo de estada para um viajante econômico, mochileiro, num sabático de, no máximo, 3 meses:

COUCHSURFING
Cada vez com mais adeptos(mais de (700 mil inscritos), tanto por ser "de grátis", como pela oportunidade de conviver com pessoas comuns durante sua estada nas cidades do mundo, traz aproximação entre pessoas, um contato forte que possibilitará reencontros futuros, possível grande amizade, uma experiência inexplicável do carinho dessas pessoas que disponibilizam suas casas e seus tempos para perfeitos estranhos. É como estar na casa de parente.

Daí, o negócio é se comportar, respeitar os hábitos da casa, ser solícito, ajudar com limpeza, preparar comida, ajudar até a comprar comida, se possível. Você tá comendo, né? Vamos ajudar, oras! Muita gente inscrita no couch se disponibiliza apenas a acompanhar em passeio pela cidade, ou para receber você para uma refeição e isso também é muita gentileza. É querer mostrar receptividade em suas terras de origem. Fiz couch acidental em 1994, em Siracusa, Nova Iorque, com a querida Judy que pegou minha irmã e eu na rua e levou pra casa.

O que eu(minha visão) sinto de possível problema no CouchSurfing é o excesso de atenção começar a podar a liberdade. De repente, (uma coisa que é boa, mas que tb não é) você ter um guia para te levar pela cidade, te acompanhar em tudo, fazer as coisa por você, tipo, te dar a proteção que você estava tentando não precisar. E lá você perde uma experiência. Tudo será maravilhoso, mas você perdeu, sim, a liberdade. Outra coisa é a acomodação. Quando você vir já vai ser 10 da manhã e você ainda tá todo preguiçoso na "sua casa", numa cama gostosa. Depois ainda vai tomar o café e vai te dar uma preguiça e você vai ligar a TV. Também pode acontecer de seus novos amigos te segurarem conversando a noite toda. Aí quem vai aguentar acordar cedo? E quando eles já te avisam que vão te esperar para o almoço, ou janta, ou falam que vão te pegar em tal lugar, tal hora para vocês fazerem um programa planejado por eles? Se para você o que vale são as pessoas, a experiência de conviver com gente de outra cultura, isto é o céu, mas se não for, saiba cortar isso. Acorde cedo, vá deitar cedo. Avise que só chegará para dormir. Quem sabe você arranja um dia pra ficar mais em sua casa e conhecer seus anfitriões? Mas a prioridade é conhecer outro mundo e mudar seu jeito de ser, com mais independência em seu caminhar.
Na linha do CouchSurfing. Inscreva-se nas páginas para participar cedendo um lar temporário ou solicitando um em qualquer liugar do mundo.
ALBERGUE
Ai, gente, albergue é pura vibe de viagem. Gente do mundo todo, saindo e entrando, vindo falar com você, dormindo no mesmo quarto, te acompanahndo em algum passeio, ás vezes seguindo grande parte da viagem com você. Tudo é feito em comunhão. às vezes até o banho...
O que tem de incômodo no albergue é que você pode dar o azar de ficar num quarto com uns jovens endemoninhados, barulhentos, fedidos. Pode acontecer, como em um hotel, de terem errado sua reserva caso você tenha feito uma pela internet, você chegar e...cadê a sua cama? Mas acho q isso é o mínimo. Tem-se muito mais a ganhar com os contatos, o estilo de vida, as reuniões pra preparar comida na cozinha. TUDUMUNDUJUNTU.....

HOTEL
Um hotel econômico é uma maravilha. Ainda mais para aqueles que são avessos a grupos, monte de gente no quarto. Se você está em uma viagem longa, nada melhor do que algumas vezes se hospedar em um quarto individual para relaxar, organizar suas coisas, seus pensamentos, dar um tempo para sua cabeça.
Agora, você esta fazendo uma viagem num estilo diferente, com objetivo de interagir com pessoas do mundo, então...não era isso que você ia tentar mudar? seu jeito de viajar? Ficar em um hotel, sozinho, direto, em um quarto não tem nada de interação!

CAMPING
Acampar é "comungar com a natureza". Mas é gostoso mesmo! Pra quem gosta de mato, de montar barraca, esquentar comida em fogareiro, estar todo equipado pra se manter aquecido em noites frias, sozinho, acompanhado de amigos ou de um alguém interessante(hum...), lua cheia, noite estrelada. Mas também pode ser noites mal dormidas, dores nas costas, frio, excesso de barulho, mesmo com protetor de ouvido, inseto, bicho, medo. Tenha ciência de que camping pode ser muito gostoso, mas se você não é o tipo amante de natureza vai sofrer um "mucadinho". Vale experimentar.

Qual seria a melhor opção, afinal?
A questão não é apenas opção. Muitas vezes é necessidade(grana), ou se ligar de que você não serve pra ficar hospedado de alguma dessas formas, seja porque você fica folgado com a viagem quando dorme na casa de alguém, ou porque te seguram muito, por carinho, ou porque você não nasceu pra ficar no mato dormindo mal, com dor nas costas, ou porque o hotel te priva da experiência de se misturar com outros, ou porque o albergue tem muita gente e você fica com medo levarem suas coisas.
O negócio é o seguinte: fique esperto com os benefícios de cada estilo de estada e aproveite da melhor forma sua viagem. Se possível, experimente todos os estilos. É como passar por sol, chuva, neve, tempestade de areia...Sempre tem algo especial e marcante em cada cama, sofá e aconchegos de lares
dos perfeitos estranhos.
E vão lá dar uma deitadinha no sofá de vocês pra ver se comporta.
Cheiro nos cangotes,


V for Verônica

7 de abr. de 2009

VIAJOLOGIA e a ARTE DE MOCHILAR

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Estava lendo o texto do perfil de um cara no Orkut e me identifiquei com o que estava escrito. Achei que o texto era do bendito em quem eu havia entrado, mas ele tomou as palavras para si e teve a gentileza de deixar o nome do responsável por tão interessante pensamento. Quando li o nome do autor, lembrei das revistas PLANETA que tenho no banheiro e, sim, era ele mesmo:
É trabalho, não é trabalho, o negócio é que este jovem senhor já visitou mais de 130 países pelo mundo. E olha que não foi nem metade do que existe (ou foi?). Por isso digo para as pessoas que meus 20 países visitados são um nada, sem contar que cada país tem muito o que se ver.
Como Haroldo mesmo diz é um estudioso de viagens, sempre procurando aperfeiçoar a Arte de viajar. Busco aperfeiçoar a ARTE DE MOCHILAR. Isto tudo porque recursos para fazer uma viagem mais light, podendo fazer maior uso de "verba" é o que ainda me falta. Quem é doido de recusar uma viagem onde dê para dispender grana para comer em um bom restaurante, pelo menos??? Se eu pudesse.... O que tento fazer aqui é mostrar que você pode ser mochileiro e continuar digno (nada de ficar pegando comida no lixo, ou dormir só na rua, hihi). Muitas coisa são desnecessárias e podem ser deixadas de lado se você tá com verba curta. Isto vai ajudar na sua concepção de valores. O que realmente é útil para você numa viagem e o que vale somente quando você tem grana a mais.
A Viajologia aprimora nossa visão diante do mundo, aguça sentidos, faz-nos mais cultos naturalmente porque simplesmente nos inserimos desnudos em uma sociedade diferente da nossa, dispostos a compreender e melhorar nosso jeito de ser ante o que nos é apresentando.
Tudo que está escrito neste blog objetiva melhorar sua viagem independente, fazer você enxergar aquilo que antes outros teriam que mostrar a você. A inserção meio que de paraquedas faz a gente captar na marra muita coisa. É um impacto profundo e renovador.
Você se liga logo de que quem vai ter que resolver as coisas, descobrir, procurar, seguir, perguntar, comprar, negociar, economizar, se encontrar é VOCÊ MESMO. É um curso de Administração de vida no período de férias.
Viajologia pouco se importa com camas de hotel, (a não ser que elas sejam feitas de sal, gelo...), está pouco se lixando para a marca do café que será servido pela manhã (a não ser que seja aquele misturado com fezes de cabras da Etiópia...). Tudo tem uma história e isso faz parte da viajologia: o saber. A curiosidade e necessidade de se aprofundar em cada detalhe das coisas e gentes que existem pelo mundo.
Falando em gentes....
Tava vendo outro dia aquela página 6 bilhões de outros e, meu, é tanta gente no mundo, tantos pensamentos maravilhosos (e estranhos) de gente de tudo quanto é classe social, de todas as culturas, simples, profundos, emocionantes...As pessoas do mundo tocam a gente na coisa mais importante: viver bem no tempo que temos. Viver sem desejos por luxo, por posses. Viver aprendendo a dar momentos de gentileza, carinho, atenção às pessoas do caminho e voltar para seu porto uma pessoa grande, melhor, mais sábia para lidar com a ignorância do mundo e para ensinar tudo o que aprendeu. Um dos principais ensinamentos, para mim, é: CAMINHE SOZINHO e depois viva em sociedade. Sempre falo aqui que no final nunca estamos sozinhos.
Então, o negócio é saber como aproveitar tudo em sua viagem: sabores, lugares, pessoas, momentos, festejos, e, o mínimo possível, o quarto de albergue, ou o hotel. Lembre-se de seu investimento e de que ele tem que valer. Tô falando do seu tempo de vida. Dinheiro é muito óbvio.
Toda minha torcida pra você seguir com seu pé que te leva pelo mundo o quanto antes!!!
V for Verônica