24 de fev. de 2013

A viagem será ao Chile

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Boas a todos!!!

Mais uma vez, lá vamos nós viajar de forma independente pelo mundo!
O plano anterior era ir para o Camboja e região, mas a verba e a forma de parcelamento de passagens quebrou nossas pernas: R$4500,00 (cada passagem), parceladas e até 3 vezes? Vai ficar para outro ano. Projeto em construção de novo.


Eber Guny em Torres del Paine, 2007

"Ah, Verônica, cê vai fazer mais um mochilão, só que por aqui por perto, não é? Você que sempre fala pra ir para longe tá vindo por aqui mesmo? Como é isso?"
Verba, minha gente! E sempre admiti que errei feio ao dizer que o que tava aqui do lado era muito parecido com o Brasil. A começar pelo visual, já é bem diferente. A natureza e o jeito do povo tem diferença sim. Vale a pena experimentar um mochilão a partir da America latina. Contudo, é interessante ir para locais onde haja viajantes do mundo todo. Quero dizer, fora da rota comum. Nada de ficar só por Santiago e Atacama, Viña del Mar e Valparaiso. Longe de apenas ir visitar as casas de Neruda (que tô curiosa). Tem que adentrar na cultura, ir para uma cidade pouco falada, pedir aos locais uma dica de lugar que não está nas brochuras de agências de turismo. AVENTURAAA! Adrenalina, endorfina, energia na vida. Novidade e novas experiências. Temos que dar uns choques no nosso cotidiano. Ter o que dividir com o outro e inspirá-lo a crescer, a mudar.

Apesar de tudo financeiramente contra, vamos lá pegar outro empréstimo no cartão para satisfazer a necessidade de VIDA. Peguei empréstimo para a viagem anterior e deu tudo certo. Enquanto meu trabalho não me provê um salário que pague ao menos as poucas contas que tenho e, enquanto continuo na busca por um novo emprego, viverei do jeito que dá e realizando estas maravilhas que são as pequenas jornadas que faço durante minhas férias. Aliás, agora sou duas pessoas: Mamorrr e eu, com muito prazer!

30 dias pelo CHILE é a nova mochilada!

Já vimos que a "linguiça" sulmanericana tem todos os tipos de vegetação e falta dela possíveis. De montanhas, rios, ilhas geleiras e neve a gêiseres, vulcões e desertos lunares. O objetivo é, em 30 dias, visitar de norte a sul o país e fazer o máximos de atividades por estes locais que citei. Ao final, mesmo que nçao consigamos visitar tudo nesta primeira viagem, o lucro será sempre certo.

Conseguimos passagens a R$910,00 por cabeça, com taxas pela DECOLAR.COM. Tive que ligar para o atendente para descobrir que poderia ser parcelado em 6 vezes este valor, pois não se falava nada no site.

A parte aérea ficou assim:
GUARULHOS - SANTIAGO - 21/03
EL CALAFATE - BUENOS AIRES - 19/04
BUENOS AIRES - SÃO PAULO - 22/04

A maior parte da viagem será na região de Santiago, visitando a cidade e cidades vizinhas. Aproveitaremos para tentar ir à Ilha Robinson Crusoé, do arquipélago Juan Fernandez, a partir de Valparaíso. Depois vamos para o norte para ver Gêiseres e o deserto do Atacama. Desceremos direto para Pucón para conhecer a cidade e tentar fazer a trilha no sopé do Vulcão Vilarrica. Hora de fazer uma curva para a Argentina e passar por El Calafate. Amaremos mais uma vez El Chaltén e desceremos para Puerto Natales, novamente no Chile. De lá inicicaremos nossos 6 maravilhosos dias em TORRES DEL PAINE. Voltamos para El Calafate, voamos para Buenos Aires, já para esfriar os motores e daremos uma abraçada nuns leões em Luján. Daí é que voltamos para este Brasil querido. E para a labuta.


Tudo isto, segundo meus cálculos básicos custará, no mínimo, R$4000,00 somando as passagens aéreas.

Custo de hospedagem será de uma média de R$50,00, para baixo, com café da manhã.

Então, só em hospedagem seria uns R$1500,00, no máximo, lembrando que haverá viangens em ônibus com duração de 24 horas (ai....) e também ficaremos em acampamentos nos 6 dias em Torres del Paine.

Alimentação, uns R$600,00, contando R$20,00/dia.

Viagens e atrações.
É aqui que a grana vai ter que ser bem aplicada.
As atrações tem preços razoáveis, mas teremos que ir em excursão para o Atacama, Gêiseres, trilha no vulcão, porque não faço ideia (ainda e nem sei se pode) de como irmos sozinhos fazer as partes mais pesadas.

Outro negócio que tá pegando é a Ilha Robinson Crusoé.Tentei conseguir na net informações sobre voos sem retorno e sei que de navio é um dia. Não consegui me informar sobre valores porque fiz pouca pesquisa, mas de primeira não achei nada. Pode ser que algo fique mais pra frente.



A trilha no vulcão Vilarrica faremos dependendo de nossa grana nos dias em que estivermos em Pucón. Não estamos apressados e faremos o que der. Esta viagem será para nos adequarmos a minha nova situação: tô gorda (hahah) e cansando fácil. Vamos ver se perco uns 5 quilos nesta viagem ou alguns gramas ao menos.


Bom, pra quem acha que tô um balão vai a foto. Estou mais pesada do que há 3 anos, pode ter certeza. Isso faz uma diferença terrível no corpo e no ânimo. E mochilão é bom pra isso também, né! Vamos exercita o corpo porque somos uma máquina feita pra se mover e não ficar com controle remoto, carro levando pra todos os cantos e armários de cozinha repletos de comida para o mês. VAMOS VIVER O DIA!!!

Marjorinha e eu na sacada de casa em São Paulo.

Equipamentos:
Ia comprar uma pá de coisa, mas não tenho grana. Vou com o que tenho mesmo.
Em breve tudo voltará ao normal.

Sorte pra nós e se você você já viajou pra o Chile, ajudaê que ainda tenho que ver que ônibus me leva do aeroporto para o centro de santiago eque ônibus me leva do aeroporto Jorge Newbery, na Argentina, para o centro de palermo.


Bom final de semana!

V for Verônica



2 de jan. de 2013

E a felicidade, o que é, meu irmão? Pra mim é muito mochilão!

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Desculpem a longa ausência, mas é assim quando a cabeça está ocupada em fazer tantas coisas; principalmente mudar de vida. Ainda estamos tentando mudanças e está bem cansativo pensar no futuro a longo prazo. É que quero um longo prazo sossegado.

Contudo, porém, entretanto, os planos de viagem não param na minha mente. O projeto é viajar para a Ásia em março de 2013. Só falta uma coisa: GRANA!!! Terei que viver mais uma vez de empréstimo se quiser ir, só que não quero MESMO que isto vire rotina. Empenhem-se para trabalhar pouco e ganhar bem, meus jovens. E também joguem na Mega Sena, que a chance só vem pra quem joga!!!

Vamos lá:

O plano é descer no aeroporto de HO CHI MIN, no VIETNAM e voltar 30 dias depois pelo aeroporto de NOVA DELI, o INDIRA GANDHI. O roteiro ainda está bem vago, mas sei algumas coisas que queremos apreciar. Sim! Mamorrr e eu. Ele está bem relutante com o roteiro porque ainda tem os desejos pela Europa, mas eu preciso de culturas diversas. Preciso de diferenças e belezas culturais especiais. O CAMBOJA, LAOS, MIANMAR estão na área, BANGLADESH, BUTÃO...tudo é caminho até chegarmos ao nosso destino, a INDIA.

O que precisamos pesquisar:

O aéreo - sai por até R$4.500,00 (com taxas, à vista pelo Decolar.com) – média de tempo de voo: 24 horas, com conexão em cidades alemãs (Lufthansa). Uma era Frankfurt e a outra, a da volta, Munique. As conexões são em média de 7 horas de espera no período da tarde. Dá até pra dar uma passeada pela cidade antes de seguir viagem.
Vocês sabem o que é stop over? É o “dar uma paradinha pela área”.
Alguns voos têm conexões que podem se tornar uma primeira parada de viagem. Um voo pra Londres com conexão em Paris, vamos supor, pode se tornar um voo com uma parada de uma semana em Paris, podendo seguir depois para Londres, pagando (ou não) uma quantia a mais pela passagem, tudo por causa da conexão. Os valores podem ser de U$100 ou menos. Ou mais! Mas pense que vale a pena saber disso e já perguntar ao agente de viagens se há esta possibilidade na hora que você for adquirir sua passagem com conexão. Você já deve deixar marcada sua continuação, caso opte por usar o stop over.
Angkor Wat – este é um dos lugares que queremos ver.
Taj Mahal – churas mina!

Informação - Guia de viagens – Então vi um guia do Vietnam (só dele) por R$80,00 na Saraiva Mega store. Então eu não vou comprar nem por dois c____os voadores! Lembrem-se de que guias velhos, para alguns lugares, valem a pena porque as coisas antigas não saem do lugar. Outra coisa é que os blogs de viagem com dias de viajantes valerão como atualização! Vão a um sebo(como eu farei) e comprem um guia de 5 anos atrás, ou mais, que Angkor Wat e o Taj Mahal continuarão lá onde sempre estiveram.
Vistos e vacinas – temos que ver a necessidade de vistos para estes países e se podemos tirar o visto estando por lá mesmo.

Transporteapesar do voo ser caro os países são muito baratos e o transporte também. O problema é a freqüência com que há transporte de um lugar para outro para seguirmos a viagem. Então, algo que precisamos saber é como isso funciona e como estará no mês de abril e março a movimentação turística por lá. Se for época de festejos é possível que haja mais transportes.
Alimentaçãotomar um vermífugo é algo necessário e evitar comer coisas de qualquer lugar, ou água do Ganges também é recomendável.

Bagagem da mochilaCapa de chuva grossa, 3 camisetas sem alça, calça que vira bermuda, uma botina, uma papete, toalha de rosto, lanterna de cabeça, calcinhas diversas, biquíni, short, uma blusa de lã, 3 pares de meia. Quanto menos coisa melhor. Vou levar a mochila de 65l. Bateria para a câmera, quem sabe um tablet (pq eu não tenho um), cadeados, panos umedecidos, cartão de crédito, remédio para disenteria, mini dicionário de internet com palavras básicas dos lugares.
Já vi que comem cobra, matam peixes pela metade...ai, eu não vou conseguir visitar um feira de rua no Camboja porque fico com dó dos animais. Também não me agrada diversão com macacos de coleira. Como eu disse, estamos indo observar e vivenciar uma nova cultura, mas têm coisas da natureza humana que não funcionam comigo onde quer que eu esteja. 

Sinto que esta viagem, que está vindo antes da Russia e da China, lugares que quero muuuuito conhecer, fará uma diferença enorme no meu caminhar pelo mundo. Acho também que ficarão no roteiro de minha volta ao mundo que deverá acontecer em menos de 10 anos. Antes dos 50 tenho que ter realizado isto. É um plano. Tem a ver com felicidade.

Felicidade - Depois da vitória do time do Corínthians no Japão e do povão todo que esteve por lá (muitos que não poderiam estar, segundo dita a sociedade, a classe média e a crenças de que existem regras para se atingir a satisfação), aconteceu uma brevíssima discussão no meu Facebook sobre isso. Se você é pobre você não pode fazer algumas coisas. Você tem que trabalhar muito pra conseguir o mínimo. Este troféu da nação corinthiana derrubou alguns mitos na cara da riqueza.
Sou apenas uma observadora de araque do comportamento humano. Teve loko que usou dinheiro de faculdade do filho, que vendeu barraco, a mãe e a porra a quatro pra ir ver a final do Timão do outro lado do mundo. Foi um projeto de felicidade, um plano que requeria dinheiro para ser concretizado e precisava de vontade. 
A felicidade não tem valor, não tem cara, não pode ter classe social. É uma sensação que pode durar segundos ou eternamente a cada vez que você lembra da situação que te proporcionou aquele estado. O que quero dizer é que temos que fazer o que for preciso para sermos felizes, mesmo que isto custe algo material que para alguns pareça ter grande valor. Se para mim o prazer de viajar é o que traz felicidade (e digo que a cada lembrança sinto a química da paz e da vida no meu corpo) então eu vou fazer o possível e o impossível para tê-la. Se a felicidade da dona é ter o novo Eco sport e gastar o bônus de natal e mais 6 anos de parcelas de R$600,00 para tê-lo em casa, POBREMA DELA! Ela está feliz? Acabou! Cada um pode achar o absurdo que for (como você e eu achamos em certos casos) porque no final o que vale é a FELICIDADE. O mano quis ir pro Japão e vender tudo dele, sair do emprego (que Deus o ajude!) e ver o Timão ganhar pra ele no Japão, ele tem mais é que ir. Deve ter sido emocionante ter 50 mil torcedores loucos atravessando o mundo pra ver o escudo jogar do outro lado e ter a felicidade de vê-lo ganhar. Dane-se que os caras são ricos, dane-se que eu sou pobre e me ferrei todo pra vir pra cá! Nada vai pagar, ninguém vai tirar de mim o que tô sentindo agora e que vou levar pro resto da minha vida! A FELICIDADE! Esta sensação é única e minha!

Antes de criticar um ato, como o de milhares de corinthianos no caso, por mais absurdo que seja, pense que muitos fizeram loucuras, mas tantos outros fizeram coisas que eram possíveis para eles. Nossos olhos não enxergam a real da alma, gente. A precisão de cada um é só dele! Respeitem e realizem! Tomem como exemplo as loucuras que podem ser possíveis sim! Estou falando do fato em si da viagem; nada sobre a destruição dos aeroportos e outros desvios de caráter.

A vida é curta; a viagem é longa.
Ainda bem!

Feliz 2013!
V for Verônica

14 de jul. de 2012

Virgem? Tá indo mochilar pela primeira vez? Recomendo duas coisas:

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Bom dia!

Hoje tenho que estudar muito, mas antes preciso te falar uma coisa. Aliás, já falei sobre isso em filmes com espírito de mochilão, mas é sempre bom atualizar as coisas.
Tem dias que estou mais inspirada para fazer coisas. Hoje é para fazer uma parte enorme da minha monografia. Antes de fazer alguma coisa importante é bom fazer uma oração, então eu peguei o filme ANTES DO AMANHECER e pus como fundo dos meus estudos. Tô ouvindo ele enquanto escrevo.
Seguinte: este filme é simplesmente o ESPIRITO DE UMA VIAGEM MOCHILEIRA. Há muito tempo uma amiga minha tinha falado sobre ele e eu pensava só que era mais uma historinha chata romântica, mas não! É a realidade, sem músicas de fundo bem posicionadas. O sentimento que está no filme é do momento, sem influências do diretor. Coisas que acontecem. Interrupções de estranhos no caminho, gentilezas, uma amizade que se aprofunda em poucas horas. Isto ACONTECE! Sem contar que a fotografia não foi "escolhida". É real! Os lugares do mundo têm belezas que às vezes passam batido se você não toma consciência de que tem que enxergá-las, não apenas vê-las. Entende?
Nestas viagens, mais livres, decididas de momento, a gente se descobre e se ajuda, além de ajudar outros sem sequer perceber. Quando os olhos se abrem para o mundo nada mais fica invisível. É uma descoberta, uma bênção. Ou uma maldição! 
A bênção vem porque você vê que o mundo vale a pena, é enorme e cheio de lugares e culturas e bilhões de pessoas para serem conhecidas. O conhecimento faz com que exercitemos viver melhor e fazer os outros viverem melhor. Quem sabe até mudamos de vida. Isto já aconteceu com gente conhecida (meu querido Eber Guni).
A maldição vem também pelo conhecimento. A vida é curta, outros lugares no mundo funcionam melhor. Por que? A população de tal lugar tem uma vida muito mais calma e segura. Por que? em tal local já estão usando muito tecnologia de sustentabilidade e são populações muito  maiores que as do local que eu vivo. Por que ainda não temos isto lá? Pra este lado tem muita guerra e onde vivo é uma paz só. Por que está acontecendo isto aqui? Você aprende, descobre coisas boas e ruins e não há como voltar um conhecimento. Não tem MIB que apague a memória das coisas que o mundo tatuará em você.
Então, você já sabe: esteja preparado porque você vai mudar. Contudo, para mudar você tem que se deixar  descobrir pelo mundo e pelas pessoas. Nada de se esconder atrás de colegas de viagem, ficar dentro de hotel individual, ficar andando de transporte público o tempo todo, fazer passeios e mais passeios com guias. Isto não surte um efeito mochileiro. Outra coisa é cuidar da saúde enquanto estiver viajando. Comer direito, tomar vacinas se necessário, caminhar bastante e ler bastante sobre tudo. Escreva também para os que estão criando coragem pra fazer como você! Divida esta maravilha que é VIVER. 

Bem, vou estudar e nem adianta olhar pra esta luz aí embaixo.
A luz está DENTRO DE VOCÊ!
Sorte!


V for Verônica



A outra dica é o LIVRO, claro
MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO

8 de abr. de 2012

"Verônica, mandei msg pra vc! Estou a espera de sua resposta."

Saudações, queridos viajantes, futuros viajantes, analistas de uma vida melhor!

Como estão neste domingo de páscoa?

Aqui estamos Mamorrr e eu meio doentes. Ele como uma flor - DIRETO NO VASO - e eu como o Robocop, com crise de hérnia de disco. Tudo bem. Ficamos quietinhos juntos e aproveitei para dar uma limpa nos meus e-mails. Olha, ainda bem que fiz isso pelo que vou lhes contar agora.
Gente, a pior coisa é alguém falar com vc e não ser ouvida, ou lida. A internet nos dá uma facilidade enorme de comunicação com as pessoas q consideramos as mais distantes, seja pela geografia, pelo jeito de ser, ou pela nossa timidez em dividir palavras com outros. Eu sou uma pessoa acessível pq exponho meu e-mail, exponho quem sou e arrisco opinar em coisas que sei apenas de curta vivência. Ainda assim, considero que vale a pena falar do que sinto e acho valoroso para vcs.

Limpando minha caixa de e-mail dos intermináveis clickon, groupon, saraiva, siciliano, americanas, smiles, ponto frio, submarino, humane society, i want one of those, etc, etc, etc, encontrei, a espera de resposta, 5 mensagens de futuros viajantes, leitores do livro que escrevi - MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO - e pessoas que queriam saber sobre o livro.
Cada uma dessas pessoas que me envia msg é uma possível candidata a mudar radicalmente de vida e vejo isso imediatamente quando leio seus e-mails. Muito mais do que mudar suas vidas é o que podem fazer na vida dos outros!!!
Estes possíveis viajantes, mochileiros iniciantes ou inveterados, dividem comigo - AGRADEÇO COM MUITA FELICIDADE - seus anseios, suas realizações, seus medos e sua busca por apoio psicológico. São seres que querem mais felicidade do que já tem ou apenas querem a felicidade tão procurada. Louvo suas inciativas. Fico em uma posição meio de psicóloga e aprendiz, pois em cada texto há um coração jovem cheio de vontade, de paixão por algo diferente, novo, que transforme a vida. O mochilão realmente faz isso acontecer. Pergunte a Eber, a Bruno, à Manú, ao Jinq, à Wen, ao Alê, Clayton, Elvis, Vanita, Luciana, João Rocella, Crislândia. Veja Ernesto Guevara, oras! Nada mais fez que um mochilão temático! Clauzinha, Katchenha, Joici, todo este povo que se aventura ou já se aventurou em uma mochilada no estilo mais pé na estrada possível.
A vc, que foi um dos que ficou perdido no meio dos meus e-mails, peço reparáveis desculpas pq quem tem espírito de viajante perdoa. (hahahah). Prometo fazer isso de novo o mínimo possível pq sou humana e atrapalhaaaaada.....mas estou aqui por ora e quero continuar compartilhando esta celebração da vida junto ao mundo e junto a vocês, futuros viajantes. Futuros MOCHILEIROS!

Estou respondendo suas mensagens HOJE e aguardo que não façam o mesmo que fiz com vcs. Contem-me tudo de seus projetos o quanto antes e aproveitemos que estou travada e tenho q dar um trato no que dá por aqui.
Meus sinceros agradecimentos aos que gostaram do livro e FORAM MOCHILAR.
Meu desejo ainda por se fazer aos que estão planejando a viagem e que vão logo criar coragem.
E vão tomar um bom banho vcs que acharam o livro legal, mas acham que nunca terão as manhãs de viajar de uma forma mais independente.
Estes precisam de mais terapia comigo e com tanta gente q já fez este tipo de viagem.
V for Verônica

19 de mar. de 2012

Mamãe não quer que eu seja um mochileiro

Mais uma vez, a benção, mamães e papais!

Pedimos a sua bênção para nós, futuros e veteranos mochileiros.

Sabe a história dos antigos de que “filho foi feito para o mundo e não para vocês”? Deixe-me contar uma coisa sobre isto: é verdade!!!

Eu sei que vocês já estão todos chorosos, principalmente chorosas, contudo saibam que é mais provável que seu filho volte de um mochilão do que de uma balada nas noites deste país. Estatística de viajantes que desapareceram você não ouve porque são mínimas. Nada para se desesperar. É assunto de nichos. Pouco acontece, principalmente porque somo uma terra de galinhas com os pintinhos grudados embaixo de nossas asas. Pobre de minha mãe. Ela, que é uma galinhazinha daquelas gordinhas, que me aquece, oferece todo carinho e conforto, uma matrona do melhor estilo de filme de máfia italiano, apesar de ser nordestina, não conseguiu me segurar. Tudo bem, porque ela segurou firme no rosário e, até hoje, tudo deu certo.

A vida é bem isso: hoje pode estar tudo bem e amanhã TAMBÉM. Quem é que acorda pensando que vai tropeçar e bater a cabeça na primeira sarjeta? A vida tem que ser leve e os pensamentos os mais positivos possíveis. Coisas podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momentos com desconhecidos ou conhecidos. O fato é que acontecem. Então, mãe, pai, se vocês pensarem positivo com a gente, podem crer que a energia do universo vai estar bem mais a nosso favor. E se vocês entenderem que esta primeira aventura para mim que tenho medo de tudo, vergonha de tudo, receio de tudo, será como escalar meu primeiro Everest, aí saberão que torcendo por mim e me apoiando estarão fazendo algo melhor tanto por mim como pelo universo em que vivemos.

O planeta precisa de pessoas que tenham conhecimento e não precisa ser apenas aquele da escola. Os homens tem que se conhecer, conhecer a cultura dos outros, conhecer problemas e soluções conduzidas pelo mundo. É assim que evoluímos, nos tornamos menos cruéis com os outros e conosco mesmo.
Pai, mãe, torçam por nós. Deem seu apoio e confiança. Não somos loucos; somos apaixonados em nossa juventude, em nossa vontade de conhecer, de ousar, de começar a viver uma vida mais interessante logo. A gente sabe que o tempo passa rápido e que daqui a pouco nos apaixonamos, trabalharemos demais, nos casaremos, teremos filhos e, provavelmente esta será uma de nossas únicas experiências maravilhosas. Claro que também, depois de uma dessas, a gente talvez planeje diferente nossa vida, até não case, ou não tenha filhos...ou não trabalhe! Hahaha. Mas sabemos que viajando deste jeito, no estilo mochilão, mais soltos, mais independentes, saberemos escolher melhor o que será bom para nossa vida futura.

Não nos chamem de loucos. Chamem-nos de sábios, de antigos. Afinal, não há nada mais antigo do que ser nômade!

Chamem-nos pelo nosso nome: filho.

Confiem no que vocês passaram pra gente. Ajudem no que puderem para tornar esta primeira experiência um pedaço de vocês também.

Ajudem para que nossas vidas sejam EXTRAORDINÁRIAS!

V for Verônica

2 de mar. de 2012

Encontros e Desencontros com as pessoas do caminho

Tem um post com info sobre como adquirir o livro MEU PE QUE ME LEVA PELO MUNDO

Alma boa que nos deu seu mapa de Bruges às 22h00, qdo chegamos lá

Ah, vá! Tô plagiando o nome do filme em português sim, mas é para “ilustrar” o post sobre o pessoal que a gente tem a felicidade de encontrar no percurso do mochilão.

Dono de loja de miniaturas e seu petit chat batendo um papo conosco em Bastogne

Aquele que dorme em cima de você na beliche e te convida pra ir visitar um museu com ele, aquela turma que tá te vendo ler um guia de viagens, sozinho no sofá do albergue e pergunta se você quer ir a uma festa com eles. Tem aquele que começa a puxar um assunto e descobre que o que você vai fazer pode ser mais interessante do que o que ele ia fazer e se convida pra ir junto com você.

Essas pessoas surgem do nada, têm nome, e-mail e nação e têm um pré-roteiro que se perde a cada encontro com outras pessoas do mundo. Como isto é legal! Essas pessoas são, em sua maioria, principalmente se estiverem sozinhas, mais verdadeiras, gentis e abertas a ensinar e aprender. Gostam de contar suas peripécias e ouvir (o que é muito importante) as nossas. Cada um busca uma coisa nestas conversas de jornada: libertação, conhecimento, novas experiências, tempo para si, fugas impossíveis, se encontrar.

O mochilão, este estilo de viagem do qual fala muito este blog, é a chave pra você encontrar você mesmo e entrar em sintonia com o universo. O mochilão faz você ser mais analista do essencial para a vida. Acabei de fazer outro mochilão em outubro passado. Fui acompanhada de Mamorrr. Fizemos uma viagem divertida, tranquila, visitamos muitos lugares e tivemos encontros com pessoas maravilhosas. Admito que nunca falei com tanta gente em viagem e devo isto ao fato de estar acompanhada por um homem que, além de me deixar segura para falar com outros sem risco de outra impressão, também adorava falar (sem saber a língua) com todo mundo. Todo mundo mesmo. Ele se desenrolava no inglês e eu complementava as conversas. Pensa que ele tava preocupado em não entender? Nada! Ia gesticulando, tentando palavras perdidas em todas as línguas que não sabia (hahahah) e me chamando diversas vezes: “Mamorrrr, como se diz tal coisa?” “Mamorrrrr, e tal coisa?” “Mamorrrr, fala pra ele isso, isso e isso”. Ai......E nisso ele ia falando junto o que sabia. Foi muito legal e pude exercitar muito mais meu inglês e francês.

Encontramos o Philipe e Madame Suzette, em Bastogne, na Bélgica. Ela é a senhorinha fofa, recepcionista de um museu de guerra e Philipe está ajudando, de boa vontade, a organizar todo o espólio de guerra que se tem por lá. Também estava fazendo um apanhado de peixes da região para identificar no museu. Havíamos ido no dia anterior até este museu para saber até que horas ficaria aberto no dia seguinte porque iríamos visitá-lo. É uma casa grande com um monte de coisas de guerra amontoadas em armários de vidro. Está tudo bem confuso, mas é de impressionar.

Fomos logo pela manhã já de mochila visitar o museu porque depois iríamos para Luxemburgo, e perguntamos o valor . 6 euros. Tínhamos 100 euros. Perguntamos se trocavam, ou se havia um lugar onde trocariam para nós. Madame Suzette disse que não aceitariam trocar a nota de cem porque muitos têm medo de que seja falsa. Ficamos meio sem graça, sem saber o que fazer, mas Madame Suzette foi rápida: “Podem entrar sem pagar. Vocês foram bravos em vir aqui de novo com suas mochilas. Visitem de graça. São os primeiros do dia e isto poderá nos dar sorte!” Agradecemos, muito contentes e deixamos nossas mochilas com ela.

Enquanto estávamos tentando acordar os papeizinhos com informação às peças, Philipe olhava de longe. Depois de alguns minutos, ele chegou para mim e perguntou se eu gostaria que ele nos acompanhasse em um tour guiado pelo museu. Como é que é? A gente não pagou e ainda vai ter o privilégio de um guia “en français”, explicando história e peças??? Claro, querido Philipe! Ficamos umas 3 horas rodando pelo pequeno museu, onde foi-nos explicado praticamente sobre todas as peças expostas na vitrine, além de uma pequena aula de história da segunda guerra mundial.

Philipe adora o exército, havia servido e esteve no Oriente médio. Tem aproximadamente 45 anos, um filho, pelo que entendi, está separado e mora na fronteira com Luxemburgo. Depois de nos contar histórias como o que as pessoas de Bastogne fizeram com os espólios de guerra, transformados em enxadas, panelas, cuias, transporte, etc, perguntou um pouco sobre nossa viagem e para onde iríamos. Depois de um papo muito divertido e de fotos junto com Philipe e Madame Suzette, mamorrr e eu nos preparamos para partir da querida Bastogne. Philipe disse q iria dar uma passada em casa e depois voltaria para terminar o trabalho e que poderia nos dar uma carona até a estação de trem mais adiante e economizaríamos mais desta forma. Aceitamos e fomos no Ka de Philipe até sua cidade, que esqueci o nome....

Chegando na estação de trem, Philipe ficou aguardando conosco o horário de chegada e nos deu dois passes de 1 hora para estre trem. Deveríamos validá-lo e poderíamos usá-lo ainda em Luxemburgo. Puxa, que cara gente boa! Tudo que podíamos dar a ele além de nossos e-mails e a promessa das fotos(que ainda não mandei por e-mail....) era PAÇOQUITA, que eu tinha comprado aqui pra mamorrr comer e ter energia. Hahahha.

Comungamos as paçocas e o trem chegou.

Abraçamos Philipe, agradecemos sua gentileza e entramos no trem. Ainda tivemos tempo de filmá-lo entrando no carro e acenando um adeus triste. É algo muito estranho e emocionante. É uma breve gentileza, aquelas poucas palavras e tudo toma um outro rumo na jornada. É como um encantamento com aquilo que todos deveríamos ter: respeito por todos.

O trem partiu rumo a Luxemburgo e levei um susto com a beleza da cidade velha, Patrimônio da humanidade, encravada por entre pedras milenares e um castelo semidestruído. Saímos da estação e, nos atrapalhamos com o sentido que deveríamos seguir a procura de uma hospedagem.

Caminhamos com nossas mochilas pesadas por uma leve garoa, compramos um frango frito. Mamorrr viu uma moça que parecia não estar fazendo nada e foi, sem me esperar, pedir informação para ela de como ir até a cidade velha. Ele é demais. Gosto de homem assim. É o meu amor. A moça disse que nos levaria até onde queríamos porque estava esperando um amigo que ainda iria demorar. Mais uma pessoa especial em nosso caminho. Seu nome era Linda.

Daí, apareceram tantas outras pessoas marcantes, não pelo que fizeram conosco, mas por serem parte de nossa jornada, por terem nos dado a oportunidade de encontrá-las em nosso caminho e tê-las para sempre em nossas vidas.
A gente pode se encontrar, desencontrar, mas tenha certeza de uma coisa: no ápice destes dois momentos é que aprendemos e ensinamos as coisas mais especiais da vida. Numa jornada com recepções e despedidas o espírito se eleva, a mente se abre e tudo fica mais perfeito e claro. É só experimentar!
Vamos mochilar?
Logo?
V for Verônica

5 de fev. de 2012

Passe sua história adiante! Corra da chuva!


Silver Duck e Fabiana voltando para seus lares

depois de uma breve parada em Louvercity
com muitas histórias de mochilão pela nossa
"Maiúscula América"(Guevara, E. 1952)
Colegas viajantes e futuros viajantes,
saudações!

Silver Duck esteve aqui com Fabiana e contou muitas histórias de seu mochilão repentino com João Rocella pela Bolívia em 2010. Fiquei encantada com a história de beber muita vodka lá na sibéria para não congelar o xixi quando saísse(contada por um cidadão russo!!!). Quais serão as próximas mochiladas? E histórias?
Ontem fomos Mamorrr e eu almoçar na minha irmã. Fui, na verdade, jantar porque a criatura demorou até o sol quase se pôr pra por tb o almoço. Mas tava tudo muito gostoso. E não foi pq eu tava já morrendo de fome.
Tagarelamos até, comemos demais e falamos da vida. Aí, como agora deve ser muito comum, começamos a dividir dicas de videos do Youtube, e lá foi uma leva de videos de música, de shows, de coisas engraçadas e inusitadas. Vimos "CENAS DE FILMES QUE NÃO ESTAVAM NO SCRIPT". Fiquei tocada com uma frase que Mamorrr já falava que era muito marcante na vida dele. Nós não imaginávamos que a frase fosse algo saído de uma atuação profunda, do que o ator estava sentindo no calor da cena.
Fiquei pensando na vida, nas histórias que contamos uns para os outros, como eu, que conto tanto do meu prazer em mochilar, na ação natural de contar e recontar experiências nossas na inconsciente intenção de que possa servir de ensinamento, ou apenas seguir adiante, mantendo momentos nossos vivos na boca dos vivos. Porque vamos morrer!
É, gente, falo de morte pra que enxerguem o quanto antes a importância da vida e de realizar coisas. De sempre tentar, fazer, falhar e tentar de novo, acertar, mudar o rumo que está perdido, achar o caminho, aprender, orientar, ter experiências, ensinar os outros. VIVER. É tudo o que temos a fazer aqui. Se vc sente que vive bem, que tem coisas importantes a dividir, divida. Mantenha viva suas experiências, passe para os outros sua humilde sabedoria. Guardar conhecimento é tolice. Medo de concorrência não pode existir. Estamos todos correndo é para um fim; Nosso caminho é apenas nosso, mas podemos deixar outros participarem dele. Apenas o final é solitário. O saber, o vivenciar, o aprender precisa ser propagado. A memória pode e deve perdurar extraordinariamente.
Eu faço esta parte aqui, que é algo que considero demais para a vida: o mochilar, seguir desporvido de falsa segurança, experimentar o mundo, as pessoas, você mesmo. Testar sua capacidade e ver que você é muito mais do que um ser ordinário. Você tem força, conhecimento, sabedoria e VIDA.
"Eu vi coisas que vocês, humanos, nunca acreditariam.
Naves de ataque em chamas nas bordas de Orion.
Observei raios-C brilharem na escuridão dos ares dos Portões de Tannhäuser.
Todos estes momentos se perderão com o tempo,
como lágrimas na chuva.
Hora de morrer."
Fala final do replicante Roy (Rutger Hauer) em "Blade Runner - O Caçador de Andróides.