Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história. Mostrar todas as postagens

5 de fev. de 2012

Passe sua história adiante! Corra da chuva!


Silver Duck e Fabiana voltando para seus lares

depois de uma breve parada em Louvercity
com muitas histórias de mochilão pela nossa
"Maiúscula América"(Guevara, E. 1952)
Colegas viajantes e futuros viajantes,
saudações!

Silver Duck esteve aqui com Fabiana e contou muitas histórias de seu mochilão repentino com João Rocella pela Bolívia em 2010. Fiquei encantada com a história de beber muita vodka lá na sibéria para não congelar o xixi quando saísse(contada por um cidadão russo!!!). Quais serão as próximas mochiladas? E histórias?
Ontem fomos Mamorrr e eu almoçar na minha irmã. Fui, na verdade, jantar porque a criatura demorou até o sol quase se pôr pra por tb o almoço. Mas tava tudo muito gostoso. E não foi pq eu tava já morrendo de fome.
Tagarelamos até, comemos demais e falamos da vida. Aí, como agora deve ser muito comum, começamos a dividir dicas de videos do Youtube, e lá foi uma leva de videos de música, de shows, de coisas engraçadas e inusitadas. Vimos "CENAS DE FILMES QUE NÃO ESTAVAM NO SCRIPT". Fiquei tocada com uma frase que Mamorrr já falava que era muito marcante na vida dele. Nós não imaginávamos que a frase fosse algo saído de uma atuação profunda, do que o ator estava sentindo no calor da cena.
Fiquei pensando na vida, nas histórias que contamos uns para os outros, como eu, que conto tanto do meu prazer em mochilar, na ação natural de contar e recontar experiências nossas na inconsciente intenção de que possa servir de ensinamento, ou apenas seguir adiante, mantendo momentos nossos vivos na boca dos vivos. Porque vamos morrer!
É, gente, falo de morte pra que enxerguem o quanto antes a importância da vida e de realizar coisas. De sempre tentar, fazer, falhar e tentar de novo, acertar, mudar o rumo que está perdido, achar o caminho, aprender, orientar, ter experiências, ensinar os outros. VIVER. É tudo o que temos a fazer aqui. Se vc sente que vive bem, que tem coisas importantes a dividir, divida. Mantenha viva suas experiências, passe para os outros sua humilde sabedoria. Guardar conhecimento é tolice. Medo de concorrência não pode existir. Estamos todos correndo é para um fim; Nosso caminho é apenas nosso, mas podemos deixar outros participarem dele. Apenas o final é solitário. O saber, o vivenciar, o aprender precisa ser propagado. A memória pode e deve perdurar extraordinariamente.
Eu faço esta parte aqui, que é algo que considero demais para a vida: o mochilar, seguir desporvido de falsa segurança, experimentar o mundo, as pessoas, você mesmo. Testar sua capacidade e ver que você é muito mais do que um ser ordinário. Você tem força, conhecimento, sabedoria e VIDA.
"Eu vi coisas que vocês, humanos, nunca acreditariam.
Naves de ataque em chamas nas bordas de Orion.
Observei raios-C brilharem na escuridão dos ares dos Portões de Tannhäuser.
Todos estes momentos se perderão com o tempo,
como lágrimas na chuva.
Hora de morrer."
Fala final do replicante Roy (Rutger Hauer) em "Blade Runner - O Caçador de Andróides.

26 de mai. de 2009

Qual a sua Machu Picchu?

PARA SABER COMO ADQUIRIR MEU LIVRO DE VIAGEM ECONÔMICA - MOCHILÃO - CLIQUE AQUI
__________________________________
Salcantay, uma das trilhas para chegar a Machu Picchu
Olá, meu povo ansioso por fazer uma viagem econômica, o ainda desconhecido MOCHILÃO!

Hoje quero escrever um pouco sobre este lugar que muitos brasileiros, principalmente jovens, têm loucura por conhecer . Por que vocês querem ir para este lugar?

Muitos nem sabem onde fica, não sabem como surgiu, só sabem que um monte de gente vai para lá, que é um lugar místico e viram que parece ser super bonito. Aquela impressão de que é só pegar um teleférico, ou um helicóptero(o que talvez alguns façam) e já estamos lá no alto, a mais de 3000 metros de altura. É a partir daqui que começa seu mochilão, fazendo trilha, pegando trem, convivendo com guias locais...

Qual a sua Machu Picchu?
Em junho acontece um festival em Cuzco (3300m de altitude)onde há comemoração de plantio e colheita, baseado no calendário Inca, assim como tantas outras festividades voltadas à natureza. Uma terra onde as pessoas se vestiam com o suor do Sol, significado que davam a sua maior riqueza, o OURO. Sacerdotes usavam trajes feitos em folhas de ouro e saudavam o Sol que se refletia em seus corpos.

Os Incas eram como uma tribo. Uma população não muito grande quando se fala em 600 anos atrás. Sim. Estou falando quase perto do seu EXTERMÍNIO deste império. Era um povo formado por ótimos soldados, engenheiros e administradores. Não tinham uma escrita. Seu domínio se estendia por grande parte da América Latina: Peru, Bolívia, Equador, parte da Colômbia, Argentina e do Chile. A cidade de Machu Picchu evoluiu independente do Peru.

Os Incas faziam seus cálculos administrativos através de contas tecidas, não possuíam armas modernas, eram bons peleiros, lavravam pedras e possuíam uma logística, desconhecida até hoje, para movimentá-las. Com um sistema de irrigação elaborado, com canais que percorrem até hoje, de 10 a 20km, tinham uma agricultura sofisticada. A engenharia de construção também é avançada. Fundiam ouro com o vento (!) e nunca localizaram uma mina de ouro. Toda extensa quantidade do mineral veio garimpada dos rios.

O ouro era trabalhado com destreza. Imagina-se que ao longe fosse possível ver, quando o sol batia, a cidade de Machu Picchu brilhante, toda envolta em ornamentos e cheia de esculturas em ouro. Uma cidade repleta de templos para adoração. Principalmente ao SOL. Pensa-se até em Egito...

Em 1530, um expedicionário, com mais de cinqüenta anos, semi analfabeto, se lançou ao mar com um grupo de 170 homens saídos diretamente do Panamá, em direção Sul, com um sonho de encontrar um povoado rico em OURO E PRATA. Era Francisco Pizarro, que sob a bandeira espanhola vinha confiante explorar terras que se supunham virgens e ricas nestes minérios. Ele já estivera por lá e sabia das histórias. Poderiam ser verdadeiras.

Chegando na costa de “algum lugar” ao sul, Francisco, junto ao grupo que o acompanhava seguiu pelas florestas locais e, para sua fortuna, em um período de guerras entre irmãos pelo poder de Machu Picchu. Nesta briga, vencera ATAHUALPA o governo de Machu Picchu. Alguns cidadãos haviam feito contato com o homem branco e foram contar ao rei seu encontro com estrangeiros muito diferentes no vestir, no falar e nas feições. Atahualpa, curioso, pediu que trouxessem estes exóticos homens a sua presença.

Neste encontro muito desconfiado da parte dos europeus, mesmo que maravilhados com tanto “suor escorrido do Sol”, Atahualpa estava destemido e imponente em seu trono de ouro, analisando seus visitantes com ar de curiosidade, mas indiferença. Já os estrangeiros só enxergavam as riquezas que poderiam arrastar para si e para o rei Carlos V, da Espanha. O padre se aproxima do Rei e oferece a ele a Bíblia Católica. Para um homem que não sabe ler e é ele mesmo um representante da natureza na terra, de que adianta uma coisa sem brilho, feita de material desconhecido e feio? Lançou a bíblia ao chão com desprezo, apenas para criar, assim, uma desculpa aos olhos dos espanhóis, para a chacina que aconteceu durante as duas horas seguidas, onde 170 homens exterminaram entre 6 a 7 mil cidadãos incas. Cada espanhol matou em média trinta homens com armas de fogo espadas feitas com aço de Toledo – o melhor do mundo – e fizeram de Atahualpa refém por um bom tempo, quando disseram que queriam apenas negociar e depois partiriam. O rei perguntou se o que queriam era apenas o OURO e a PRATA. Disseram que sim e durante oito meses levaram de 7 a 8 toneladas de ouro e prata em todas as suas formas para fora do Peru. Folhas, jóias, esculturas, pedras...Algumas peças eram tão maravilhosas que deveriam ser apresentadas ao rei, mas Carlos V simplesmente dizia “Derretam tudo”, ao que alguns exploradores e arqueólogos insistiam em que ele as visse. Assim, Carlos V pediu que as trouxessem para que as apreciasse e que as expusessem durante um mês para a população de Sevilha. Após os oito meses de pirataria, o acordo de libertação do povo não foi cumprido e o rei foi estrangulado.

Depois da exibição das peças em ouro e prata na Espanha, tudo foi derretido, assim como o império Inca.

Isto é um pedaço de Machu Picchu e dos Incas. Qual a sua Machu Picchu?

mais info - achei uma página de documentários com assunto Império Inca - tem que pagar, nego. http://www.documentarios.org/video/detalhar/1225/francisco_pizarro/


Mas tem muita coisa de grátis também. É só pesquisar, certo?

Eu adoro a TV ESCOLA!!!



V for Verônica

Ah, vou fazer um post sobre Machu Picchu com alguns detalhes de falados por pessoas que foram como mochileiros.

13 de fev. de 2009

PARTE 1 - PREPARATIVOS DO MOCHILÃO PELA FRANÇA

Olá!

Terei trinta dias de férias e utilizarei todos eles nesse mochilão. O mês será agosto e setembro. Pude tirar da metade de agosto para frente, o que é muito bom porque é final de temporada na Europa e sinal de preços mais em conta, inclusive para compra de passagem aérea aqui, no Brasil.

Uma coisa que pode lhe ajudar a organizar seu primeiro mochilão é ter um objetivo.

Já decidi o que quero fazer pela França: visitarei diversas cidades e locais por onde passaram os aliados na SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – O que acham? Bom, eu gosto dessas coisas. Procure seu objetivo. Este será o meu apenas como explanação. Se bem que tenho planos de fazer isso o quanto antes, mas por todos os locais onde aconteceram as duas grandes guerras.

Primeiro, tenho que saber um pouco sobre aquilo que gosto. Então vou pesquisar em diversos lugares (internet, principalmente) sobre a chegada dos aliados na Europa, Dia D, Invasão da Normandia, campos de concentração, cidades dominadas pelos alemães durante a guerra, museus de guerra, locais onde ainda há trincheiras, armas, ler revistas de história, vídeos do you tube, metacafé, monografias, assistir filmes...enfim, tudo o que eu puder pegar de informação para eu não passar por um buraco que seja (fox hole), sem saber que ali alguns soldados estadunidenses e ingleses se protegeram durante o ataque a determinada cidade francesa em 13 de junho de 1944.

Se você não sabe inglês, pesquise em páginas em português e depois em algumas em inglês, francês, que você colocará para a página de busca traduzir. Pesquiso também roteiros de agências de viagem, porque sempre tem o mais popular por lá e isso também é interessante. Meu roteiro é aberto, apesar de estar focando em um objetivo. Se tiver coisas interessantes no caminho, saio da minha rota.
Depois vou pesquisar em guias de viagem mais detalhes sobre as cidades que me interessarem. E, na minha opinião, guia com fotografias é muito bonito, mas não tão útil como aqueles onde só tem informação. Vá a uma livraria e estude os guias com carinho. Depois de examiná-los bem, veja se um deles possui dados suficientes que lhe interessem. Ele não será barato, mas será utilíssimo.

Aí, eu compro um mapa do país, bem detalhado. Pode ser daqueles grandes que você tem que abrir no chão, ou daqueles que são repartidos em regiões, em forma de caderno. É uma boa comprar daqueles com diversos pontos de interesse identificados. E, claro, quando você chegar na cidade, o Centro de Informações Turísticas certamente terá um mapinha super detalhado para você utilizar. Mas lembre-se de que você deve estudar tudo antes para selecionar bem o que verá em seus 30 dias de mochilada.

Então, vou traçar meu roteiro.....



V for Verônica