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14 de jul. de 2012

Virgem? Tá indo mochilar pela primeira vez? Recomendo duas coisas:

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Bom dia!

Hoje tenho que estudar muito, mas antes preciso te falar uma coisa. Aliás, já falei sobre isso em filmes com espírito de mochilão, mas é sempre bom atualizar as coisas.
Tem dias que estou mais inspirada para fazer coisas. Hoje é para fazer uma parte enorme da minha monografia. Antes de fazer alguma coisa importante é bom fazer uma oração, então eu peguei o filme ANTES DO AMANHECER e pus como fundo dos meus estudos. Tô ouvindo ele enquanto escrevo.
Seguinte: este filme é simplesmente o ESPIRITO DE UMA VIAGEM MOCHILEIRA. Há muito tempo uma amiga minha tinha falado sobre ele e eu pensava só que era mais uma historinha chata romântica, mas não! É a realidade, sem músicas de fundo bem posicionadas. O sentimento que está no filme é do momento, sem influências do diretor. Coisas que acontecem. Interrupções de estranhos no caminho, gentilezas, uma amizade que se aprofunda em poucas horas. Isto ACONTECE! Sem contar que a fotografia não foi "escolhida". É real! Os lugares do mundo têm belezas que às vezes passam batido se você não toma consciência de que tem que enxergá-las, não apenas vê-las. Entende?
Nestas viagens, mais livres, decididas de momento, a gente se descobre e se ajuda, além de ajudar outros sem sequer perceber. Quando os olhos se abrem para o mundo nada mais fica invisível. É uma descoberta, uma bênção. Ou uma maldição! 
A bênção vem porque você vê que o mundo vale a pena, é enorme e cheio de lugares e culturas e bilhões de pessoas para serem conhecidas. O conhecimento faz com que exercitemos viver melhor e fazer os outros viverem melhor. Quem sabe até mudamos de vida. Isto já aconteceu com gente conhecida (meu querido Eber Guni).
A maldição vem também pelo conhecimento. A vida é curta, outros lugares no mundo funcionam melhor. Por que? A população de tal lugar tem uma vida muito mais calma e segura. Por que? em tal local já estão usando muito tecnologia de sustentabilidade e são populações muito  maiores que as do local que eu vivo. Por que ainda não temos isto lá? Pra este lado tem muita guerra e onde vivo é uma paz só. Por que está acontecendo isto aqui? Você aprende, descobre coisas boas e ruins e não há como voltar um conhecimento. Não tem MIB que apague a memória das coisas que o mundo tatuará em você.
Então, você já sabe: esteja preparado porque você vai mudar. Contudo, para mudar você tem que se deixar  descobrir pelo mundo e pelas pessoas. Nada de se esconder atrás de colegas de viagem, ficar dentro de hotel individual, ficar andando de transporte público o tempo todo, fazer passeios e mais passeios com guias. Isto não surte um efeito mochileiro. Outra coisa é cuidar da saúde enquanto estiver viajando. Comer direito, tomar vacinas se necessário, caminhar bastante e ler bastante sobre tudo. Escreva também para os que estão criando coragem pra fazer como você! Divida esta maravilha que é VIVER. 

Bem, vou estudar e nem adianta olhar pra esta luz aí embaixo.
A luz está DENTRO DE VOCÊ!
Sorte!


V for Verônica



A outra dica é o LIVRO, claro
MEU PÉ QUE ME LEVA PELO MUNDO

13 de fev. de 2009

UI! UI! SOU PURA ARTE.....

Hoje tô inspirada. Pode deixar que tem tudo a ver com meu livro.

Sou fruto da geração anos 80. Usei roupa de asa morcego, cores escandalosas e quase fosforescentes,brincos de borracha. Andei de patins achando que eu era uma das musas do filme XANADU. Fiz jazz e ballet e ia para a escola de polaina. Vivia de polaina. Adorava. Só que também tive minhas peculiaridades. Um dos meus primeiros discos não infantis foi um compacto da Kim Carnes que tinha a música Betty Davis Eyes. Eu adorava o video, onde um dava tapa na cara do outro em sincronia com a música. Dançava junto. Isso era na época do SOM POP. Logo depois, por influência de minha tia Ione, interessei-me pela que considero uma das melhores bandas de música popular mundial - QUEEN. Comprei meu primeiro disco da banda aos 12 anos e, claro, era apaixonada pelo Roger Taylor, e queria tocar bateria "que nem ele". Tinha camiseta, sabia a ordem das músicas nos discos, cantarolava o dia inteiro.....
Nunca fui fã ardorosa de banda alguma. Não como sou do QUEEN. E um de meus sonhos era conhecer Freddy Mercury. Semprei senti que era uma pessoa maravilhosa. Lembro-me de uma vez estar em final de aula na academia de ginástica e o professor sugerir um relaxamento. Iriamos flutuar pela região e chegar em uma sala nas nuvens onde estariam pessoas especiais para nós. Freddy estava lá na minha sala. Quando terminamos o relaxamento eu estava chorando porque a sensação da presença dele foi muito real.

Sempre quis conhecer a terra onde minha banda preferida se criou. E fui para lá.

Uma das coisas que é muito bom se fazer quando se projeta uma viagem é ter um objetivo. O meu seria ter a sorte de encontrar um dos membros da banda pelas ruas da Grã Bretanha, visitar a rua da casa de Freddy, talvez dar de cara com o apresentador do Lonely Planet, Ian Wrigh e conhecer as terras onde surgiram os fantásticos personagens Connor Macleod e Hamish Macbeth. Veja aí que minha curiosidade vem da música, do cinema e de programas de viagem. Estes seriam pontos de partida para um aprofundamento até o magma da terra.

Gosto muito de história, então também queria conhecer lugares marcantes nos acontecimentos mundiais. Isso tudo levou meses de pesquisa e não foi suficiente. Nunca será. Há muita coisa no mundo para tentarmos conhecer em parcos meses de férias. Feliz daquele que pode realizar um sabático (uma folga que se estende além do período de férias, podendo durar anos ou um mês e meio, dois).

E assim fiz com outras viagens que realizei. Em uma queria encontrar com a banda Metallica pela rua, na outra queria encontrar o Edward Norton pela rua, em outra queria visitar a Ilha de Elba, onde Napoleão passou seus últimos dias...

Também gosto muito de obras de arte. Sou formada em Publicidade e Propaganda pela Cásper Líbero, só que nunca trabalhei na área. Deveria ter feito cinema se queria criar para divertir as pessoas. Assim estaria mostrando uma realidade de sonho. Nossa professora de História da Arte, a Marlene, sempre nos lembrava de seus três escorpiões na carta astrológica. Ela dava uma bruta aula, expressiva e cheia de detalhes que recordo sempre. Suava no buço de tanta energia que colocava nas suas exposições. Quando for ao Egito lembrarei dela que frequentemente dizia ser fascinante e mágico.

Nas artes gosto muito de Bosch, Bruegel, van Gogh, Egon Schiele, Kandinski, Toulouse Lautrec, Rodin, Camile Claudel, Caravaggio, Michelangelo, Tarsila do Amaral, Brecheret, Portinari, Dali, Arcimboldo....daí eu ficar horas e horas dentro dos mais diversos museus. É uma opção porque enquanto você está dentro, perde o que tem fora. E o tempo é curto. E isso é só na pintura e alguns escultores. Tem muito mais!

Mas tudo isso é desculpa para eu falar do último show que tive o prazer de assistir. O SHOW DO MUSE, trindade inglesa com sonoridade perfeita. São músicos mesmo! Não uma molecada que começou a tocar uns riffs de guitarra e dali desemaranhou notas que combinavam. É uma música elaborada, com melodias dramáticas como uma literatura russa, algo meio desesperado, tendo como prova os agudos perfeitamente colocados do vocalista Matt Bellamy. Talvez por isso a escolha de uma obra de Prokofiev como abertura do excepcional show que aconteceu em São Paulo dia 31 de julho. Fiquei atrás do pessoal do som, que estava p...(tenho que tomar cuidado para não encher o comentário do show com a palavra "perfeito") sem falhas. Pulei e headbangeei tanto que só dois dias depois é que fui sentir as consequências de tanta felicidade. Fiquei com o pescoço duro e com a coluna toda dolorida. Valeu a pena. Agradeço minha irmã linda a oportunidade porque foi ela quem me presenteou com o ingresso. É que agora sou escritora iniciante e estou pobre. Minha riqueza, por ora, são meus pensamentos expostos nesse blog e, o mais breve possível, em minha pequena obra literária.

Como objetivo de minha próxima viagem espero encontrar o MUSE nas ruas do Londres.

Quais os seus objetivos? Qual será o seu tema?

Sorte para todos!


V for Verônica