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18 de nov. de 2011

Nóis fumo e nóis vortemo das Zoropa mochilando! Contos que eu conto em partes.

Saudações caros futuros e presentes mochileiros!!!





Voltamos da Europa na terça-feira às 19h30, lá do aeroporto de Cumbica. Como moramos no interiorrrrr, ainda fizemos uma viagem até Louvercity, chegando no lar mesmo às 23h30. A beleza é que no dia seguinte fui trabalhar às 8 da manhã!




Juro que eu queria ter escrito muito aqui durante a viagem, mas quem disse q tinha pique depois de caminhar quase 30km por dia conhecendo, visitando, buscando alimento, albergue, trem, busão e tudo mais?! meu, tô um caco. E claro que tudo valeu muito a pena.




Quanto a um balanço financeiro, que sei que é o que mais interessa a vocês, o plano era gastar no máximo uns R$6200,00 cada um. Por cima, já digo que não chegamos aos R$6000,00. Acho que uns R$5500,00 foi.




Não usei VTM - Visa Travel Money - Levamos dinheiro na xinxa(é assim que se escreve?). 2100 Euros.




O feriado de finados quebrou nossas pernas: todo mundo festeja o dia das bruxas pela Europa e, consequentemente, viajam, ocupando todos os hotéis e albergues dos locais mais e menos pop.


Também, depois do feriado tudo ficou bem e conseguimos hospedagem fácil, mas foi traumatizante, ainda mais pra mamorrr que achava que tudo estava organizadinho, com roteiro certinho e todas as hospedagens reservadas(como se eu não tivesse dito mil vezes pra ele que não faço isso).




Admito que deveria ter ficado mais esperta com este feriado. Não imaginei que levassem tão a sério e que viajassem pra festejar a data. Isto nos custou gastos acima do planejado porque ficamos hospedados em hotel umas duas vezes por um preço quase trez vezes maior do que ficaria se estivéssemos em albergue, e com café da manhã! Sem contar com a noite em que dormimos na estação de trem na bela e fofa cidade de BRUGES, na Belgica.




Bem, deixe-me falar do roteiro planejado e do realizado: quase tudo deu certo não fosse o aperreio da falta de hospedagem e o alto custo de tudo em Copenhague.


Acabamos não indo para Helsingor, perto de Copenhague por causa da falta de hospedagem, depois, quando fomos para Amsterdam estava tudo bombando e lotado. Passamos o dia andando por lá e nada de hotel, hostel, nem nas vitrines das vendedoras de corpos dava pra liberar uma caminha pra mim e mamorrr. Para quem gosta de Amsterdam, nossa experiência foi terrível. Uma multidão nas ruas, muita sujeira, o caos no trânsito, o mal da Europa que são as constantes reformas, principalmente em baixa temporada, e a tristeza de não ter conseguido fazer uma visita para Mariana, irmã de Camilitcha e Gabriela que já mora há alguns anos lá. Uma pena. Não dava pra focar, sabe? Muita muvuca e bagunça. e olha que apesar do feriado é período de baixa temporada. Vou ter que voltar em outro momento pra sentir a cidade de outro jeito.




Também perdemos de ir em Volendam e um outro Dam, perto de AmsterDAM(hahah), onde tem um bocado de moinho, de onde começou a história de baixar o nível da água nos países baixos e ganhar terreno.




Outro lugar que não conseguimos ir, mas por falta de dinheiro já, foi a Ilha de Córsega. Também vai ficar para uma outra vez. Agora vamos aos lugares que deram bem certo!!!!




Copenhague, na Dinamarca - Cidade fofa, limpa, bonita, organizada, plana, cheia de ciclistas. Aliás, o ciclista tem preferência a tudo e lá tem as bicicletas mais poderosas e diferentes. Você pode alugar aqui, como em tantos outros lugares, bicicleta para conhecer toda a cidade. Andamos Copenhague de opnta a ponta e é fácil se localizar nela bastando focar nas grandes avenidas, ou na estação de trem, ou na PEQUENA SEREIA. Ficamos num albergue poderoso chamado GENERATOR HOSTEL(busque no google), super moderno, com bar, baladas frequentes(que perdemos...)boa localização e se modernizando mais.




Ah! Você é fumante viciado? Mamorrr é e quase nos levou a falência lá porque um pacote de Marlboro custa, em média, 6,30 Euros, mais ou menos R$16,00. Momento de para de fumar, ou deixar de viajar pra Europa.




Vocês sabem que gosto de cemitério, mesmo que não tenha ninguém super pop "dormindo" nele. Então, mamorrr e eu fomos visitar um cemitério na Dinamarca e eu tava esperando ver alguma coisa estilo vicking, aqueles trançados simbólicos em pedras, mas nada. Agora o que é legal é que no local onde estão os mortos, tem vida. O pessoal passeia com cachorro, faz cooper, leva criança pra brincar...tem movimento. E muitos esquilo vermelho. Vi uma reportagem que na Inglaterra os esquilos cinza estão aniquilando os vermelhos com algum mal que carregam. Bem, na Dinamarca eles estão bombando.




Os dinamarqueses são muito gentis, todos falam inglês, bem ou mal, são conversadores e atenciosos. Mamorrr é desenhista de móveis e uma das coisas que buscava na viagem era ver o estilo de desenho de móveis em lojas e disposição de produtos em vitrines. Ele estava encantado com a beleza na apresentação das mercadorias, com o design tanto dos móveis onde ficavam os produtos como nos móveis para residências. As curvas, as cores, o charme, muito uso de couro e madeira. As pessoas não tem medo de ousar com mistura de materiais e cores que parecem não ter nada a ver.




A comida típica do povão é um cachorro quente com um salsichão, mostarda forte e cebola frita. É caro pra cacete e uma delícia. uns 6 Euros, por aí. Não lembro exatamente agora.




FOMOS PARA CHRISTIANIA. Pus uma foto aqui em um post antes de ir. Fomos lá. pedem pra não tirar fotos, mas eu tirei duas, toda suando. Tomamos duas cervejas TUBORG num bar lá dentro ouvindo Amy Whinehouse cantando "Valery" e foi inesquecível . Que momento legal. Que local diferente. Meu, eles vendem tijolo de maconha de várias qualidades em banquinhas na área livre de Christiania. Bem, avisam também que comercializar droga continua sendo ilegal. Acho q pra eles avisar já basta. Ali era uma comunidade alternativa que foi ficando mais modernosa com o passar das décadas. Tem vários barezinhos e aquelas mesas e bancos gigantes de pic nic em áreas externas, onde os jovens, principalmente viajantes curiosos, pedem uma breja, fumam seus cigarros e ficam olhando quem mais aparece. O chão é de terra, tem umas lojas de produtos artesanais e lembranças de Christiania, como camisetas, chaveiro com folha de maconha e seguindo mais adiante neste grande parque murado, aparecem as casa de moradores, algumas bem lambudas, outras muito normais, com muitas motos e carros abandonados, muitas plantações de verduras e legumes, bem arborizado tudo. Bem diferente e até interessante.




Da Dinamarca seguimos para a Holanda. Visitamos Amsterdam, Delft e Rotterdam.


Como já disse, pela dificuldade de hospedagem e da pova toda, fiquei bem retada em Amsterdam. Queria ir embora. Ainda mais que Amsterdam me lembrava Copenhague, mas mais feia e suja. Os canais em Copenhague eram muito mais elegantes. Falei pra mamorrr que o que queria era ver o letreiro I AMSTERDAM e ir embora ver se achava um lugar pra dormir em alguma cidade próxima, daí poderíamos voltar pra visitar a cidade mais sossegados e até ir pra VOLENDAM não sei o que. Mas não aconteceu. Fomos para Delft, uma cidade a 20 minutos de lá. Jogo rápido. Chegamos umas 10 da noite lá pela estação de trem e logo que pusemos o pé na rua mamorrr viu uma placa de hotel e uma mulher saindo na porta. Era a santa da "Fiona", algo assim, não lembro agora. Ela era a receps do hotel e estava indo pra casa. Aí, parei ela e perguntei se ela sabia de algum hotel na cidade onde poderíamos ficar e que poderiamos gastar até 75 euros aquela noite, os dois. Ela abriu a porta e aceitou a gente. Agradeci tanto a ela e ao hotel aconchegante e com uma capa macia pra passarmos a noite. A cidade? Uma graça! Ficamos encantados. Medieval, limpa tb, preço bom em mercado, hotel com WIFI FREE. Aliás, a maioria dos albergues e hotéis que ficamos tinha WIFI FREE. Eles já dava a senha pra gente pq levei meu lap top. GENTE: levem net book pq vale a pena. Facilita pra vc, pra falar com a família, pra fazer reserva mais adiante, pra checar preços e tudo o mais. Que ferramenta perfeita.




Amanhã continuo a história, ok? Preciso dormir. E as fotos vem depois. Por enquanto olhem no FACEBOOK - Veronica Farias - que têm várias por lá.





Até mais!!!!




V for Verônica

11 de mai. de 2009

COUCHSURFING, HOSPITALITY CLUB, ALBERGUE, HOTEL, CAMPING

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Isto é algo muito gostoso na viagem econômica: Onde ficarei hospedado? Vou economizar um pouco mais, vou gastar um pouquinho mais, vou dormir "de grátis" na casa de alguém caridoso o suficiente pra me ceder um "sofazinho", vou pra um camping ver como é dormir ao relento....

O lugar onde vamos nos hospedar tem muito a ver com o que queremos. De acordo com sua opção você terá experiências mais impactantes. É que no final, o local onde você ficará para seu descanso se torna muito mais que isso. Deveria ser para banhar, organizar as coisas e dormir, mas é bom ser mimado, não é mesmo? Uma comidinha boa, um quarto gostoso, um bom papo...é como a sereia cantando pra te levar pro fundo do mar. É justamente o que acontece em Resorts. Fazem de tudo pra você ficar dentro deles, consumindo, num local recluso, seguro dos terrores do mundo, onde te alimentam, te oferecem todo lazer, tudo a um preço, que se você tiver como pagar...por que não?

Se você está numa viagem econômica eu já tô confusa. E mais! Dependendo do tempo que você tiver para aproveitar sua viagem, tipo, um mês, conhecendo lugares, o povo e tudo que há pra se aprender enquanto se caminha, você está perdendo tempo com luxo desnecessário. Se você tá numa Volta ao Mundo e quer, de vez em quando ter tempo pra você, economicamente, hospede-se em um hotel simples. O negócio é relaxar, colocar seus pensamentos no lugar, organizar suas coisas, desligar do ritmo diferente, sentir-se parado por um(s) dia(s)? Então, isto é o melhor a se fazer.
Vamos falar um pouco sobre prós e contras de cada tipo de estada para um viajante econômico, mochileiro, num sabático de, no máximo, 3 meses:

COUCHSURFING
Cada vez com mais adeptos(mais de (700 mil inscritos), tanto por ser "de grátis", como pela oportunidade de conviver com pessoas comuns durante sua estada nas cidades do mundo, traz aproximação entre pessoas, um contato forte que possibilitará reencontros futuros, possível grande amizade, uma experiência inexplicável do carinho dessas pessoas que disponibilizam suas casas e seus tempos para perfeitos estranhos. É como estar na casa de parente.

Daí, o negócio é se comportar, respeitar os hábitos da casa, ser solícito, ajudar com limpeza, preparar comida, ajudar até a comprar comida, se possível. Você tá comendo, né? Vamos ajudar, oras! Muita gente inscrita no couch se disponibiliza apenas a acompanhar em passeio pela cidade, ou para receber você para uma refeição e isso também é muita gentileza. É querer mostrar receptividade em suas terras de origem. Fiz couch acidental em 1994, em Siracusa, Nova Iorque, com a querida Judy que pegou minha irmã e eu na rua e levou pra casa.

O que eu(minha visão) sinto de possível problema no CouchSurfing é o excesso de atenção começar a podar a liberdade. De repente, (uma coisa que é boa, mas que tb não é) você ter um guia para te levar pela cidade, te acompanhar em tudo, fazer as coisa por você, tipo, te dar a proteção que você estava tentando não precisar. E lá você perde uma experiência. Tudo será maravilhoso, mas você perdeu, sim, a liberdade. Outra coisa é a acomodação. Quando você vir já vai ser 10 da manhã e você ainda tá todo preguiçoso na "sua casa", numa cama gostosa. Depois ainda vai tomar o café e vai te dar uma preguiça e você vai ligar a TV. Também pode acontecer de seus novos amigos te segurarem conversando a noite toda. Aí quem vai aguentar acordar cedo? E quando eles já te avisam que vão te esperar para o almoço, ou janta, ou falam que vão te pegar em tal lugar, tal hora para vocês fazerem um programa planejado por eles? Se para você o que vale são as pessoas, a experiência de conviver com gente de outra cultura, isto é o céu, mas se não for, saiba cortar isso. Acorde cedo, vá deitar cedo. Avise que só chegará para dormir. Quem sabe você arranja um dia pra ficar mais em sua casa e conhecer seus anfitriões? Mas a prioridade é conhecer outro mundo e mudar seu jeito de ser, com mais independência em seu caminhar.
Na linha do CouchSurfing. Inscreva-se nas páginas para participar cedendo um lar temporário ou solicitando um em qualquer liugar do mundo.
ALBERGUE
Ai, gente, albergue é pura vibe de viagem. Gente do mundo todo, saindo e entrando, vindo falar com você, dormindo no mesmo quarto, te acompanahndo em algum passeio, ás vezes seguindo grande parte da viagem com você. Tudo é feito em comunhão. às vezes até o banho...
O que tem de incômodo no albergue é que você pode dar o azar de ficar num quarto com uns jovens endemoninhados, barulhentos, fedidos. Pode acontecer, como em um hotel, de terem errado sua reserva caso você tenha feito uma pela internet, você chegar e...cadê a sua cama? Mas acho q isso é o mínimo. Tem-se muito mais a ganhar com os contatos, o estilo de vida, as reuniões pra preparar comida na cozinha. TUDUMUNDUJUNTU.....

HOTEL
Um hotel econômico é uma maravilha. Ainda mais para aqueles que são avessos a grupos, monte de gente no quarto. Se você está em uma viagem longa, nada melhor do que algumas vezes se hospedar em um quarto individual para relaxar, organizar suas coisas, seus pensamentos, dar um tempo para sua cabeça.
Agora, você esta fazendo uma viagem num estilo diferente, com objetivo de interagir com pessoas do mundo, então...não era isso que você ia tentar mudar? seu jeito de viajar? Ficar em um hotel, sozinho, direto, em um quarto não tem nada de interação!

CAMPING
Acampar é "comungar com a natureza". Mas é gostoso mesmo! Pra quem gosta de mato, de montar barraca, esquentar comida em fogareiro, estar todo equipado pra se manter aquecido em noites frias, sozinho, acompanhado de amigos ou de um alguém interessante(hum...), lua cheia, noite estrelada. Mas também pode ser noites mal dormidas, dores nas costas, frio, excesso de barulho, mesmo com protetor de ouvido, inseto, bicho, medo. Tenha ciência de que camping pode ser muito gostoso, mas se você não é o tipo amante de natureza vai sofrer um "mucadinho". Vale experimentar.

Qual seria a melhor opção, afinal?
A questão não é apenas opção. Muitas vezes é necessidade(grana), ou se ligar de que você não serve pra ficar hospedado de alguma dessas formas, seja porque você fica folgado com a viagem quando dorme na casa de alguém, ou porque te seguram muito, por carinho, ou porque você não nasceu pra ficar no mato dormindo mal, com dor nas costas, ou porque o hotel te priva da experiência de se misturar com outros, ou porque o albergue tem muita gente e você fica com medo levarem suas coisas.
O negócio é o seguinte: fique esperto com os benefícios de cada estilo de estada e aproveite da melhor forma sua viagem. Se possível, experimente todos os estilos. É como passar por sol, chuva, neve, tempestade de areia...Sempre tem algo especial e marcante em cada cama, sofá e aconchegos de lares
dos perfeitos estranhos.
E vão lá dar uma deitadinha no sofá de vocês pra ver se comporta.
Cheiro nos cangotes,


V for Verônica

12 de mar. de 2009

Agência de Turismo: Mochileiros serão seus maiores clientes

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.............Eu, na Ilha Innish Mor - Costa oeste da Irlanda..............

Pense num pacote turístico EUROPA E PRINCIPAIS CAPITAIS, 20 dias, com passagem aérea e estadia inclusa, guia em espanhol e traslado do aeroporto para o primeiro e último hotel, no valor de R$10000,00, parcelado em 10 vezes sem juros. As principais capitais seriam, Berna, Viena, Berlim, Amsterdam,Praga, Roma e Paris. Lembre-se que aqui você ainda tem que incluir alimentação e seguro-saúde, somando mais uns R$500,00, digamos.

Pense num viajante independente, fazendo as mesmas capitais, 20 dias, com tudo incluso. Daria uns R$6000,00. Ou menos.Compreende do que estou falando?

As agências de turismo precisam divulgar mais a possibilidade do viajante realizar sua jornada sozinho, porque saindo mais em conta, mais gente vai querer ir. Só que a agência precisa de VENDEDORES experientes no estilo independente, que dêem orientação e apresentem os PRODUTOS NECESSÁRIOS para a jornada do cliente.

Já falei em outro post sobre isso, mas enfatizo aqui que o MOCHILÃO é LUCRO PARA AS AGÊNCIAS, tanto em maior número de clientes como em venda de produto. A venda de produtos separados sai mais em conta e, sendo corretamente oferecida, torna-se quase um pacote, quando verificamos que muitas viagens requerem a aquisição de
PASSAGEM AÉREA,
BILHETE DE TREM,
BILHETE DE NAVIO,
ALGUEL DE CARRO,
SEGURO SAÚDE,
INGRESSOS PARA ATRAÇÕES QUE PODEM SER ADQUIRIDOS COM ANTECEDÊNCIA,
INDICAÇÃO DE ESTADIA EM ALBERGUES OU HOTÉIS QUE DÃO DESCONTOS AO CLIENTE E LUCRO PARA A AGÊNCIA.
Tantas coisas podem ser feitas para o viajante econômico e a agência ainda fica livre de reclamações sobre o serviço. O cliente simplesmente vai comprar os produtos que necessita e mais alguns que o VENDEDOR identificará com o necessários ou mais úteis e econômicos.
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____@@___grafite em San Telmo, B.Aires - Argentina______
As agências têm que ganhar o cliente mochileiro mais pelos serviços extra do que pelos produtos em si. Descontos são sempre bem vindos (Agora é junto? Benvindos?), mas as dicas, as listas de endereços assistenciais, como centros de informações turísticas, consulados, casas de câmbio, lista de albergues ou hotéis que oferecem desconto se indicados pelo agenciador, um mapa turístico de um dos países ou cidade, são coisas que podem fazer sua agência ganhar uma venda que pode valer menos que um pacote de viagens, mas que em quantidade de público ganhará lascado. Mais barato, mais gente viajando, lucro maior para todos. Isto é muito claro, pelo menos para mim, que não entendo administração, mas sei que, como cliente, quero o mais em conta e o que me deixe mais livre.

Se o viajante tem muito medo de ir para lugares sozinho é só ajudá-lo a fazer um roteiro mais fechado. Pronto. Isso dá mais segurança. Determinar horários com janelas para o caso de se atrasar para pegar o transporte em algum lugar. Mostrar a ele que ficará livre, mas com restrições. Oferecer a ele opções de hotéis ao invés de albergues. Devemos sentir que tipo de viajante independente é este: um mochileiro ou um turista querendo se libertar? Só não perca a venda porque ele vai ter que comprar os produtos em algum lugar, então, que seja no seu negócio!
Para ter um vendedor qualificado é uma boa que ele já tenha passado por uma experiência como esta do mochilão. Aliás, quem mexe com viagem DEVE experimentar este estilo. Muita gente que trabalha em agência não tem idéia de como ajudar uma pessoa que quer viajar por conta própria porque desconhece o que há nos destinos. A curiosidade é pequena pelo hábito de viajar em tour, escolher um roteiro e ser guiado por alguém que sabe tudo por ele.
O vendedor deve ser um estudioso e saber tipos de transporte que existem nos lugares mais requisitados, se vai acontecer algum show no período em que o viajante quer ir, se há algum tipo de manifestação em que é recomendável evitar determinado destino, os albergues e hotéis mais em conta em em locais mais centrais para o mochileiro iniciante....tem que saber tudo. Nada melhor do que fazer uma vez e aprender! Pode ser pelo próprio país mesmo. Só pra ter idéia de pra onde atentamos quando fazemos coisas sozinhos.
Agora, pense num pacote turístico de 10 dias em Paris, a R$3000,00, com passagem aérea e estadia inclusa e parcelado em 6 vezes sem juros? Eu vou perder? Se tiver grana é claro que vou pegar o pacote!
Sou mochileira, não sou reta!
Mas o negócio mesmo é V-I-A-J-A-R e aprender muito a cada novo rumo.
........................
********V for Verônica
********Cidadã do Mundo

13 de fev. de 2009

PARTE 8 - DE VOLTA AOS PREPARATIVOS PARA O MOCHILÃO PELA FRANÇA!!!!!! ONDE DORMIR?

Desculpem a demora, mas estava num tour São Paulo-Louveira-São Paulo que não me permitia a concentração para escrever no blog.

Após termos escolhido nosso passe de trem, poderemos pegar a lista de albergues das cidades onde temos mais segurança de que vamos visitar. Uma coisa muito boa referente a isto é que chegando nas cidades podemos seguir imediatamente para o CENTRO DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS e obter todas as informações sobre albergues, eventos na cidade, locais para visitar, bilhetes de desconto ou para atrações, mapa da cidade (ás vezes grátis), etc. É comum se falar inglês nos CIT, mas saiba que este pessoal está preparado para gesticular até cair os braços. Portanto, não se preocupe com sua péssima pronúncia. Você vai sobreviver.

Aos não adeptos do couch surfing: se você é um mochileiro daqueles da economia mesmo, vai procurar um albergue onde dormirá num quarto coletivíssimo, com ambos os sexos, daqueles com 8 camas ou mais. Quanto mais gente no quarto, mais barato fica. Daí é que surgem os equipamentos do mochileiro:

- lanterninha de cabeça (LED), para você não incomodar o povo com a luz acesa, seja para ler, para se arrumar, ou pegar algo na mochila
- tapa olho
- tampão de ouvido
- saco de dormir (alguns lugares não permitem o uso já que na maioria dos albergues a roupa de cama é fornecida gratuitamente)

Com isso, sua noite será uma bênção. Se bem que eu, poucas vezes tive problema com barulho no quarto ou com gente de luz acesa. A maioria dos viajantes tem noção das coisas.

Os albergues são lugares maravilhosos para você conviver com pessoas do mundo todo, nem que seja somente para tomar o café ao lado deles, ler um livro perto deles e dormir do lado, em cima deles... ou embaixo.

No albergue você encontrará seus pares, gente que está viajando como você e te compreende. Pessoas que conversarão com você com muita satisfação. Principalmente se estiverem sós. Estude bastante a língua inglesa e a língua do lugar para onde você vai. Pequenas palavras produzem grandes discursos perfeitamente...divertidos! No albergue você confraterniza, mesmo sem dizer uma palavra. As refeiçoes são coletivas: todos amontoados preparando seus almoços, cafés numa cozinha pequena, mexendo numa geladeira cheia de produtos etiquetados com o nome do proprietário e datados para não serem esquecidos eternamente.

Os albergues regularmente são compostos de:
- recepção
- quartos coletivos, podendo ter mistura de sexo
- roupas de cama
- oferecem tours
- possuem várias informações turísticas da região
- sala de tv
- cozinha equipada
- sala tipo refeitório com mesas grandes
- máquina de lavar e de secar. Pode ser cobrada
- antigamente os hóspedes tinham "afazeres". Tinham que ir á recepção solicitar um trabalho para ajudar na limpeza do albergue. Por isso fica mais barato. Nunca mais vi isso acontecer. Tem gente que mal lava sua louça
- armários para guardar mochila nos quartos
- banheiros coletivos (alguns com banheiros individuais)
- estantes com livros diversos, normalmente deixados por viajantes
- serviço de internet (um ou dois computadores com internet pra lá de lenta), pode ou não ser gratuito
- máquinas de venda de comida e bebida
- muitas vezes tem o café incluso na diária.

As comidas colocadas na geladeira devem ser etiquetadas para identificar seu proprietário e a data em que foi colocada lá. Para que haja revista todos os dias e, caso alguém tenha esquecido comida, possa-se fazer algo com ela, tipo deixar á disposição para o povo junto as COMIDAS GRÁTIS - FREE FOOD, ou jogar fora.

Nesse agito de gente chegando e saindo você pegará e-mails de futuros "couchs" para ficar, em diversos países, fará grandes amizades, trocará informações e terá a possibilidade de receber alguém muito especial em sua casa qualquer dia.

Continuo amanhã.
Tô na fadiga.

Suerte!!!

V for Verônica