Mostrando postagens com marcador mochileiro couchsurfing. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador mochileiro couchsurfing. Mostrar todas as postagens

13 de fev. de 2009

PARTE 8 - DE VOLTA AOS PREPARATIVOS PARA O MOCHILÃO PELA FRANÇA!!!!!! ONDE DORMIR?

Desculpem a demora, mas estava num tour São Paulo-Louveira-São Paulo que não me permitia a concentração para escrever no blog.

Após termos escolhido nosso passe de trem, poderemos pegar a lista de albergues das cidades onde temos mais segurança de que vamos visitar. Uma coisa muito boa referente a isto é que chegando nas cidades podemos seguir imediatamente para o CENTRO DE INFORMAÇÕES TURÍSTICAS e obter todas as informações sobre albergues, eventos na cidade, locais para visitar, bilhetes de desconto ou para atrações, mapa da cidade (ás vezes grátis), etc. É comum se falar inglês nos CIT, mas saiba que este pessoal está preparado para gesticular até cair os braços. Portanto, não se preocupe com sua péssima pronúncia. Você vai sobreviver.

Aos não adeptos do couch surfing: se você é um mochileiro daqueles da economia mesmo, vai procurar um albergue onde dormirá num quarto coletivíssimo, com ambos os sexos, daqueles com 8 camas ou mais. Quanto mais gente no quarto, mais barato fica. Daí é que surgem os equipamentos do mochileiro:

- lanterninha de cabeça (LED), para você não incomodar o povo com a luz acesa, seja para ler, para se arrumar, ou pegar algo na mochila
- tapa olho
- tampão de ouvido
- saco de dormir (alguns lugares não permitem o uso já que na maioria dos albergues a roupa de cama é fornecida gratuitamente)

Com isso, sua noite será uma bênção. Se bem que eu, poucas vezes tive problema com barulho no quarto ou com gente de luz acesa. A maioria dos viajantes tem noção das coisas.

Os albergues são lugares maravilhosos para você conviver com pessoas do mundo todo, nem que seja somente para tomar o café ao lado deles, ler um livro perto deles e dormir do lado, em cima deles... ou embaixo.

No albergue você encontrará seus pares, gente que está viajando como você e te compreende. Pessoas que conversarão com você com muita satisfação. Principalmente se estiverem sós. Estude bastante a língua inglesa e a língua do lugar para onde você vai. Pequenas palavras produzem grandes discursos perfeitamente...divertidos! No albergue você confraterniza, mesmo sem dizer uma palavra. As refeiçoes são coletivas: todos amontoados preparando seus almoços, cafés numa cozinha pequena, mexendo numa geladeira cheia de produtos etiquetados com o nome do proprietário e datados para não serem esquecidos eternamente.

Os albergues regularmente são compostos de:
- recepção
- quartos coletivos, podendo ter mistura de sexo
- roupas de cama
- oferecem tours
- possuem várias informações turísticas da região
- sala de tv
- cozinha equipada
- sala tipo refeitório com mesas grandes
- máquina de lavar e de secar. Pode ser cobrada
- antigamente os hóspedes tinham "afazeres". Tinham que ir á recepção solicitar um trabalho para ajudar na limpeza do albergue. Por isso fica mais barato. Nunca mais vi isso acontecer. Tem gente que mal lava sua louça
- armários para guardar mochila nos quartos
- banheiros coletivos (alguns com banheiros individuais)
- estantes com livros diversos, normalmente deixados por viajantes
- serviço de internet (um ou dois computadores com internet pra lá de lenta), pode ou não ser gratuito
- máquinas de venda de comida e bebida
- muitas vezes tem o café incluso na diária.

As comidas colocadas na geladeira devem ser etiquetadas para identificar seu proprietário e a data em que foi colocada lá. Para que haja revista todos os dias e, caso alguém tenha esquecido comida, possa-se fazer algo com ela, tipo deixar á disposição para o povo junto as COMIDAS GRÁTIS - FREE FOOD, ou jogar fora.

Nesse agito de gente chegando e saindo você pegará e-mails de futuros "couchs" para ficar, em diversos países, fará grandes amizades, trocará informações e terá a possibilidade de receber alguém muito especial em sua casa qualquer dia.

Continuo amanhã.
Tô na fadiga.

Suerte!!!

V for Verônica

DIVULGANDO O MOCHILÃO DE UM CONTERRÂNEO MARANHENSE





"Óh, minha cidade,
deixa-me viver,
que eu quero aprender
tua poesia.
Sol e maresia,
lendas e mistérios,
luar das serestas
e o azul de teus dias."




(Bandeira Tribuzzi - Hino da cidade de São Luis)


Foto: Minha tia Jocelina e eu numa das ruas do Reviver, São Luis-MA

Nasci em São Paulo, mas meu DNA, árabe e português, vem das terras do "maragnon" (águas que correm brigando).

Fiz umas dezenas de viagens para lá no Maverick, no Santana e de avião. Desde pequena, tive o prazer de banhar nas suas praias de areia escura, saborear as comidas, caminhar pela cidade, ter minhas raízes vindas de lá. Aquela família com primos que você ainda está conhecendo, gente que você descobre que é parente por acaso, numa conversa pela rua. Aqueles apelidos mais esquisitos (Diquinho Bomba, Meladinho, Bota pra moer), os nomes, então...são mais esdrúxulos que os apelidos. Digo isso já citando minha família. Se eu fosse homem, me chamaria Verônico, nome do meu avô paterno, que para falar a verdade, agora acho até bonito. Minha mãe se chama DELÇA, nome que meu vô escolheu das leituras da enciclopédia da BAYER. Tenho primos com nomes de estrela, nomes formados pela combinação dos nomes do pai e da mãe, e assim vai.

Os maranhenses são muito hospitaleiros. Desde a primeira vez que se fala com um é como se o conhecêssemos há anos. E as comidas que servem? E não é só um tipo de coisa não! Eles são como italianos (como todo nordestino): você sai empanturrado da casa deles. É doce, salgado, sucos, frutas típicas, é o tempero, o exagero, tudo isso. É JESUS!!!!

O povo maranhense é um dos que menos sai de sua terra. Talvez porque o clima seja equatorial (não há seca por lá), talvez porque a energia (vibe) seja muito boa, talvez porque o povo seja muito bom. Sei que quando se sai de lá, sempre se volta, poque até aquele calor de deixar a gente peguento dá saudades (mentira). Mas deixem-me falar de alguém que saiu de lá, de São Luis do Maranhão. De lá e do Brasil: é o CLAUDIOMAR.

Claudiomar fez um blog excelente, bem escrito, preciso, sobre seu mochilão sabático de um ano pelo mundo. E conta suas histórias de viagem com detalhes e de um jeito muito engraçado. Ainda está na minha mente o jogo de ping pong que ele foi assistir junto com mochileiros da estrada em um prostíbulo. Isso mesmo! E daí é que as histórias ficam mais divertidas e interessantes. Dê uma passada lá, mas volte para cá.

E eu continuo preparando as orientações para o mochilão pela FRANÇA.

Deixarei tudo bem detalhado para prepararmos juntos porque é a melhor forma para tirar "o medo do mal do mundo".

E Claudiomar volta. Para Brasília, mas volta. Ele e seu sangue eternamente energizado pelo Maranhão.


Sorte para todos!


V for Verônica
Post Postadum: Meu, acho q é ele que enche a gente de "me add aí," no Orkut. Aimi autchi!