19 de mar. de 2012

Mamãe não quer que eu seja um mochileiro

Mais uma vez, a benção, mamães e papais!

Pedimos a sua bênção para nós, futuros e veteranos mochileiros.

Sabe a história dos antigos de que “filho foi feito para o mundo e não para vocês”? Deixe-me contar uma coisa sobre isto: é verdade!!!

Eu sei que vocês já estão todos chorosos, principalmente chorosas, contudo saibam que é mais provável que seu filho volte de um mochilão do que de uma balada nas noites deste país. Estatística de viajantes que desapareceram você não ouve porque são mínimas. Nada para se desesperar. É assunto de nichos. Pouco acontece, principalmente porque somo uma terra de galinhas com os pintinhos grudados embaixo de nossas asas. Pobre de minha mãe. Ela, que é uma galinhazinha daquelas gordinhas, que me aquece, oferece todo carinho e conforto, uma matrona do melhor estilo de filme de máfia italiano, apesar de ser nordestina, não conseguiu me segurar. Tudo bem, porque ela segurou firme no rosário e, até hoje, tudo deu certo.

A vida é bem isso: hoje pode estar tudo bem e amanhã TAMBÉM. Quem é que acorda pensando que vai tropeçar e bater a cabeça na primeira sarjeta? A vida tem que ser leve e os pensamentos os mais positivos possíveis. Coisas podem acontecer em qualquer lugar e a qualquer momentos com desconhecidos ou conhecidos. O fato é que acontecem. Então, mãe, pai, se vocês pensarem positivo com a gente, podem crer que a energia do universo vai estar bem mais a nosso favor. E se vocês entenderem que esta primeira aventura para mim que tenho medo de tudo, vergonha de tudo, receio de tudo, será como escalar meu primeiro Everest, aí saberão que torcendo por mim e me apoiando estarão fazendo algo melhor tanto por mim como pelo universo em que vivemos.

O planeta precisa de pessoas que tenham conhecimento e não precisa ser apenas aquele da escola. Os homens tem que se conhecer, conhecer a cultura dos outros, conhecer problemas e soluções conduzidas pelo mundo. É assim que evoluímos, nos tornamos menos cruéis com os outros e conosco mesmo.
Pai, mãe, torçam por nós. Deem seu apoio e confiança. Não somos loucos; somos apaixonados em nossa juventude, em nossa vontade de conhecer, de ousar, de começar a viver uma vida mais interessante logo. A gente sabe que o tempo passa rápido e que daqui a pouco nos apaixonamos, trabalharemos demais, nos casaremos, teremos filhos e, provavelmente esta será uma de nossas únicas experiências maravilhosas. Claro que também, depois de uma dessas, a gente talvez planeje diferente nossa vida, até não case, ou não tenha filhos...ou não trabalhe! Hahaha. Mas sabemos que viajando deste jeito, no estilo mochilão, mais soltos, mais independentes, saberemos escolher melhor o que será bom para nossa vida futura.

Não nos chamem de loucos. Chamem-nos de sábios, de antigos. Afinal, não há nada mais antigo do que ser nômade!

Chamem-nos pelo nosso nome: filho.

Confiem no que vocês passaram pra gente. Ajudem no que puderem para tornar esta primeira experiência um pedaço de vocês também.

Ajudem para que nossas vidas sejam EXTRAORDINÁRIAS!

V for Verônica

2 de mar. de 2012

Encontros e Desencontros com as pessoas do caminho

Tem um post com info sobre como adquirir o livro MEU PE QUE ME LEVA PELO MUNDO

Alma boa que nos deu seu mapa de Bruges às 22h00, qdo chegamos lá

Ah, vá! Tô plagiando o nome do filme em português sim, mas é para “ilustrar” o post sobre o pessoal que a gente tem a felicidade de encontrar no percurso do mochilão.

Dono de loja de miniaturas e seu petit chat batendo um papo conosco em Bastogne

Aquele que dorme em cima de você na beliche e te convida pra ir visitar um museu com ele, aquela turma que tá te vendo ler um guia de viagens, sozinho no sofá do albergue e pergunta se você quer ir a uma festa com eles. Tem aquele que começa a puxar um assunto e descobre que o que você vai fazer pode ser mais interessante do que o que ele ia fazer e se convida pra ir junto com você.

Essas pessoas surgem do nada, têm nome, e-mail e nação e têm um pré-roteiro que se perde a cada encontro com outras pessoas do mundo. Como isto é legal! Essas pessoas são, em sua maioria, principalmente se estiverem sozinhas, mais verdadeiras, gentis e abertas a ensinar e aprender. Gostam de contar suas peripécias e ouvir (o que é muito importante) as nossas. Cada um busca uma coisa nestas conversas de jornada: libertação, conhecimento, novas experiências, tempo para si, fugas impossíveis, se encontrar.

O mochilão, este estilo de viagem do qual fala muito este blog, é a chave pra você encontrar você mesmo e entrar em sintonia com o universo. O mochilão faz você ser mais analista do essencial para a vida. Acabei de fazer outro mochilão em outubro passado. Fui acompanhada de Mamorrr. Fizemos uma viagem divertida, tranquila, visitamos muitos lugares e tivemos encontros com pessoas maravilhosas. Admito que nunca falei com tanta gente em viagem e devo isto ao fato de estar acompanhada por um homem que, além de me deixar segura para falar com outros sem risco de outra impressão, também adorava falar (sem saber a língua) com todo mundo. Todo mundo mesmo. Ele se desenrolava no inglês e eu complementava as conversas. Pensa que ele tava preocupado em não entender? Nada! Ia gesticulando, tentando palavras perdidas em todas as línguas que não sabia (hahahah) e me chamando diversas vezes: “Mamorrrr, como se diz tal coisa?” “Mamorrrrr, e tal coisa?” “Mamorrrr, fala pra ele isso, isso e isso”. Ai......E nisso ele ia falando junto o que sabia. Foi muito legal e pude exercitar muito mais meu inglês e francês.

Encontramos o Philipe e Madame Suzette, em Bastogne, na Bélgica. Ela é a senhorinha fofa, recepcionista de um museu de guerra e Philipe está ajudando, de boa vontade, a organizar todo o espólio de guerra que se tem por lá. Também estava fazendo um apanhado de peixes da região para identificar no museu. Havíamos ido no dia anterior até este museu para saber até que horas ficaria aberto no dia seguinte porque iríamos visitá-lo. É uma casa grande com um monte de coisas de guerra amontoadas em armários de vidro. Está tudo bem confuso, mas é de impressionar.

Fomos logo pela manhã já de mochila visitar o museu porque depois iríamos para Luxemburgo, e perguntamos o valor . 6 euros. Tínhamos 100 euros. Perguntamos se trocavam, ou se havia um lugar onde trocariam para nós. Madame Suzette disse que não aceitariam trocar a nota de cem porque muitos têm medo de que seja falsa. Ficamos meio sem graça, sem saber o que fazer, mas Madame Suzette foi rápida: “Podem entrar sem pagar. Vocês foram bravos em vir aqui de novo com suas mochilas. Visitem de graça. São os primeiros do dia e isto poderá nos dar sorte!” Agradecemos, muito contentes e deixamos nossas mochilas com ela.

Enquanto estávamos tentando acordar os papeizinhos com informação às peças, Philipe olhava de longe. Depois de alguns minutos, ele chegou para mim e perguntou se eu gostaria que ele nos acompanhasse em um tour guiado pelo museu. Como é que é? A gente não pagou e ainda vai ter o privilégio de um guia “en français”, explicando história e peças??? Claro, querido Philipe! Ficamos umas 3 horas rodando pelo pequeno museu, onde foi-nos explicado praticamente sobre todas as peças expostas na vitrine, além de uma pequena aula de história da segunda guerra mundial.

Philipe adora o exército, havia servido e esteve no Oriente médio. Tem aproximadamente 45 anos, um filho, pelo que entendi, está separado e mora na fronteira com Luxemburgo. Depois de nos contar histórias como o que as pessoas de Bastogne fizeram com os espólios de guerra, transformados em enxadas, panelas, cuias, transporte, etc, perguntou um pouco sobre nossa viagem e para onde iríamos. Depois de um papo muito divertido e de fotos junto com Philipe e Madame Suzette, mamorrr e eu nos preparamos para partir da querida Bastogne. Philipe disse q iria dar uma passada em casa e depois voltaria para terminar o trabalho e que poderia nos dar uma carona até a estação de trem mais adiante e economizaríamos mais desta forma. Aceitamos e fomos no Ka de Philipe até sua cidade, que esqueci o nome....

Chegando na estação de trem, Philipe ficou aguardando conosco o horário de chegada e nos deu dois passes de 1 hora para estre trem. Deveríamos validá-lo e poderíamos usá-lo ainda em Luxemburgo. Puxa, que cara gente boa! Tudo que podíamos dar a ele além de nossos e-mails e a promessa das fotos(que ainda não mandei por e-mail....) era PAÇOQUITA, que eu tinha comprado aqui pra mamorrr comer e ter energia. Hahahha.

Comungamos as paçocas e o trem chegou.

Abraçamos Philipe, agradecemos sua gentileza e entramos no trem. Ainda tivemos tempo de filmá-lo entrando no carro e acenando um adeus triste. É algo muito estranho e emocionante. É uma breve gentileza, aquelas poucas palavras e tudo toma um outro rumo na jornada. É como um encantamento com aquilo que todos deveríamos ter: respeito por todos.

O trem partiu rumo a Luxemburgo e levei um susto com a beleza da cidade velha, Patrimônio da humanidade, encravada por entre pedras milenares e um castelo semidestruído. Saímos da estação e, nos atrapalhamos com o sentido que deveríamos seguir a procura de uma hospedagem.

Caminhamos com nossas mochilas pesadas por uma leve garoa, compramos um frango frito. Mamorrr viu uma moça que parecia não estar fazendo nada e foi, sem me esperar, pedir informação para ela de como ir até a cidade velha. Ele é demais. Gosto de homem assim. É o meu amor. A moça disse que nos levaria até onde queríamos porque estava esperando um amigo que ainda iria demorar. Mais uma pessoa especial em nosso caminho. Seu nome era Linda.

Daí, apareceram tantas outras pessoas marcantes, não pelo que fizeram conosco, mas por serem parte de nossa jornada, por terem nos dado a oportunidade de encontrá-las em nosso caminho e tê-las para sempre em nossas vidas.
A gente pode se encontrar, desencontrar, mas tenha certeza de uma coisa: no ápice destes dois momentos é que aprendemos e ensinamos as coisas mais especiais da vida. Numa jornada com recepções e despedidas o espírito se eleva, a mente se abre e tudo fica mais perfeito e claro. É só experimentar!
Vamos mochilar?
Logo?
V for Verônica

5 de fev. de 2012

Passe sua história adiante! Corra da chuva!


Silver Duck e Fabiana voltando para seus lares

depois de uma breve parada em Louvercity
com muitas histórias de mochilão pela nossa
"Maiúscula América"(Guevara, E. 1952)
Colegas viajantes e futuros viajantes,
saudações!

Silver Duck esteve aqui com Fabiana e contou muitas histórias de seu mochilão repentino com João Rocella pela Bolívia em 2010. Fiquei encantada com a história de beber muita vodka lá na sibéria para não congelar o xixi quando saísse(contada por um cidadão russo!!!). Quais serão as próximas mochiladas? E histórias?
Ontem fomos Mamorrr e eu almoçar na minha irmã. Fui, na verdade, jantar porque a criatura demorou até o sol quase se pôr pra por tb o almoço. Mas tava tudo muito gostoso. E não foi pq eu tava já morrendo de fome.
Tagarelamos até, comemos demais e falamos da vida. Aí, como agora deve ser muito comum, começamos a dividir dicas de videos do Youtube, e lá foi uma leva de videos de música, de shows, de coisas engraçadas e inusitadas. Vimos "CENAS DE FILMES QUE NÃO ESTAVAM NO SCRIPT". Fiquei tocada com uma frase que Mamorrr já falava que era muito marcante na vida dele. Nós não imaginávamos que a frase fosse algo saído de uma atuação profunda, do que o ator estava sentindo no calor da cena.
Fiquei pensando na vida, nas histórias que contamos uns para os outros, como eu, que conto tanto do meu prazer em mochilar, na ação natural de contar e recontar experiências nossas na inconsciente intenção de que possa servir de ensinamento, ou apenas seguir adiante, mantendo momentos nossos vivos na boca dos vivos. Porque vamos morrer!
É, gente, falo de morte pra que enxerguem o quanto antes a importância da vida e de realizar coisas. De sempre tentar, fazer, falhar e tentar de novo, acertar, mudar o rumo que está perdido, achar o caminho, aprender, orientar, ter experiências, ensinar os outros. VIVER. É tudo o que temos a fazer aqui. Se vc sente que vive bem, que tem coisas importantes a dividir, divida. Mantenha viva suas experiências, passe para os outros sua humilde sabedoria. Guardar conhecimento é tolice. Medo de concorrência não pode existir. Estamos todos correndo é para um fim; Nosso caminho é apenas nosso, mas podemos deixar outros participarem dele. Apenas o final é solitário. O saber, o vivenciar, o aprender precisa ser propagado. A memória pode e deve perdurar extraordinariamente.
Eu faço esta parte aqui, que é algo que considero demais para a vida: o mochilar, seguir desporvido de falsa segurança, experimentar o mundo, as pessoas, você mesmo. Testar sua capacidade e ver que você é muito mais do que um ser ordinário. Você tem força, conhecimento, sabedoria e VIDA.
"Eu vi coisas que vocês, humanos, nunca acreditariam.
Naves de ataque em chamas nas bordas de Orion.
Observei raios-C brilharem na escuridão dos ares dos Portões de Tannhäuser.
Todos estes momentos se perderão com o tempo,
como lágrimas na chuva.
Hora de morrer."
Fala final do replicante Roy (Rutger Hauer) em "Blade Runner - O Caçador de Andróides.

28 de jan. de 2012

Artur - aí vai "o seu post" falando de visto, aéreo, como levar dinheiro e sobre meu livro!!!

Juninho sendo preso no trilho do trem de Louveira por Yasuda,

irmão que o ama muito.
Bom dia de sábado a todos. Espero que estejam lendo o blog de algum artigo móvel, andando por aí pelo mundo!
Artur sugeriu q eu respondesse publicamente a questão dele pra ajudar mais futuros viajantes do mundo. Então, aí vai a msg dele:

--Veronica, não é a primeira vez que leio teu blog, e vou te dizer gosto muito, da muita vontade cair no mundo de mala e cuia ( ou mochila ) rsrs, bem bacana você dar todas as dicas de quanto gastou e como fez para se deslocar de um lugar a outro. Agora eu tenho algumas duvidas que imagino que outras pessoas que leem seu blog também tenham, só para você saber eu nem tenho passaporte ainda, vou tirar o meu no segundo semestre deste ano, ja decidi, tenho experiencia em viajar dentro do Brasil ( Argentina e Paraguai não contam porque é tão perto e eles falam portugues praticamente (eu tb achava isto até ir pra Patagônia). Vamos as minhas duvidas:

--Imigração, você acha que chegar a Europa com passaporte em branco pode me dar algum problema para entrar ???? Como foi com você ???

Artur, já estive pela Europa por 4 vezes. Uma vez entrei pela França, outra pela Hungria, Outra pela Grécia e a última pela França de novo, só para pegar o voo pra Dinamarca. Do jeito que o Brasil está se dando bem econômicamente duvido que queiram barrar turista daqui em qualquer lugar da Europa. O negócio é vc sempre pesquisar pela rede ou com amigos se ouviram algo de gente sendo deportada com visto de turista e de que país a pessoa foi deportada. este negócio de começarem a fazer perguntas é muito aleatório. Só fui entrevistada uma vez, entrando na Inglaterra. Foi tenso, mas levou menos de um minuto. Passaporte em branco brasileiro é uma honra para o país que for carimbá-lo. o brasileiro está viajando mais para fora e se tornando mais culto por conhecer mais do mundo.

--Como você fez para comprar a passagem indo por uma cidade e voltando por outra ? Eu tentei pesquisar no site das proprias operadoras ( me disseram que assim sai mais barato) e não consegui e pesquisando somente ida sai praticamente o mesmo valor que ida e volta.

Sempre pesquiso também em alguma agência mais pop de viagens. As agências recebem cotas de passagem e tem uma porcentagem que podem alterar. Pesquise na net primeiro e depois nas agência pra poder negociar. Se possível, imprima a página.

Comprar passagem saindo de um lugar e voltando por outro é feito clicando "destinos múltiplos". Assim vc pode optar por entrada em um lugar e saída por outro.

--Na zona do Euro se você ja tem o visto em um pais vale para os demais ??? Por examplo você tem o visto em Portugal ( Lisboa ) , eu tenho que ter outro visto em LOndres e Barcelola ????

É bem estranho isto porque já viajei por mais de 13 países só na Europa e não tenho mais que 5 carimbos no meu passaporte. Desta última vez caribaram quando entrei na França e quando voltei em uma conesão em Amsterdam. Vai muito de passar por algum posto de fiscalização também. Em viagem de trem entre um país e outro, viagens noturnas, é mais comum pedirem seu passaporte. Em 2003, em uma viagem por 7 países, tive 2 carimbos, mas muita fiscalização.

Inglaterra é uma outra história. É uma ilha, vc entra por ar, por trem e por mar de forma super fiscalizada. Sempre foi assim, mas também não sei de ninguém que foi deportado. E olha que eu bisbilhoto e o povo conversa comigo. Cada um é um. Pode haver riscos, mas tem q ir com confiança. Tem gente que até se prepara pra responder perguntas antes de viajar pra uam Inglaterra, caso seja entrevistado!

--Você levou dinheiro vivo pelo visto, ja tentou aquele cartão que você alimentta como credito e usa debito automatico ???

Já usei traveller Check(há muitos anos), usei muito cartão (continuei usando) e pensei em fazer um VTM, o Visa Travel Money, cartão de débito. O negócio é que todas as outras vezes fui com dinheiro vivo e não me fez maior peso, ou mais medo. Acho q é falta de juizo. Vai da sua sensação de segurança. Quem usa acha excelente. Também depende de onde vc tá indo, tipo, civilização ou deserto. Tem cidades que tem máquinas de VTM a cada troca de passo. A VISA assegura que tem máquinas suficientes dispostas para satisfazer o viajante.

Bom, por ultimo ... ainda tem copia do teu livro sobrando, posso depositar na tua conta do Bradesco semana que vem ??? Responda quando você puder, só uma sugestão , minhas duvidas podem ser também a de outros leitores teus então se você quiser responder em forma de post acho que vai matar dois coelhos com uma só estilingada rsrs. ABS. Artur

Menino, ainda tenho exemplares sim. Espero liquidá-los este ano pra poder preparar um novo para casais que querem mochilar juntos.

Tem um post com info sobre como adquirir o livro MEU PE QUE ME LEVA PELO MUNDO

Que bom que você é viajante. Os viajantes tem energia boa.

Povo, devo mesmo ter esclarecido dúvidas por aí. Isso é muito bom e tb me ajudam a buscar o que não sei pra dividir com todos.

Sucesso e aguardo seus contatos!
V for Verônica

22 de jan. de 2012

Resumo do mochilão de outubro 2011 -custos detalhados e roteiro



Meus bens! Saudações mais uma vez!
Deixe-me fazer um resumo de onde fomos e dos custos, ok?
Vamos lá:

foram 20 dias de viagem
saída de SP - 25/10
retorno - 15/11

ROTEIRO REALIZADO
Copenhaguen (Dinamarca)//de busão para
Amsterdam(Holanda)// de trem para
Delft (Holanda)// de trem para
Rotterdam (Holanda)// de trem para
Antuérpia (Bélgica)// de trem para
Bruges (Bélgica)// de trem para
Bruxelas (Bélgica)// de trem e ônibus para
Bastogne (Bélgica)// de carona e trem para
Luxemburgo (Luxemburgo)// de busão para
Thionville (França)// de TGV(hihi) para
Paris (França)// de trem para
Caen(França)// de tram para
Versailles// de trem para
Marselha// de avião (rááái) para
São Paulo e de volta a rotina com mais novidades para o povo e mais incentivo para fazerem o que fizemos.

Pela internet

Custo da passagem: Air France - R$1908,85 já com taxas aéreas

Voo:
Ida -São Paulo - Paris (França) //Paris -Copenhagen
Volta - Marselha(França)-São Paulo
Compramos a passagem em 5 parcelas e com  três meses de antecedência. Comprando antes ainda pode sair mais barato.
*Se vc conhece alguém da área do turismo, tem amizade, é possível que ela consiga bons descontos para você.
Custo de hospedagem: média de 30 euros a diária, alguns com café da manhã.

Reservamos a maioria das hospedagens pela internet e de um dia para o outro, enquanto estávamos mochilando. Este foi o problema durante a viagem pq eu não atentei para o feriado do dia das bruxas logo que chegamos. Se tivesse me ligado, tinha reservado mais hospedagem antes de ir, mas....não é meu estilo. Eu me divirto. Tb pegamos dicas pra nos hospedar.

Ficamos abrigados em hotel, albergue e em "estação de trem" (tivemos que dormir uma noite na estação porque os hotéis e albergues estavam LOTADOS (feriado do dia das bruxas).


mendigo acampado em estação de metrô dem Paris

Seguro de viagem
custo para 20 dias: R$160,00 - Assist Card (acho. Mamorr tem que achar o cordãozinho)
Fui na loja da CVC aqui de Louveira, falei com a fofa da Rafaela e compramos apenas um seguro para Mamorrr parcelado em duas vezes, porque eu tenho o meu do cartão de crédito(veja isto na página de seu cartão na internet, se vc tem incluso nos serviços ou ligue pra eles).
Dá direito até a repatriação de corpo e se vc tem sua bagagem roubada há a devolução de R$2000,00.
pelo seguro.

Dinheiro para gastos
2100 Euros para os dois - Estava R$2,38 o euro. Foi R$5000,00 (divido por dois)
A Rafaela da CVC também nos ajudou com isto. Fizemos a compra de Euros com ela na segunda-feira e viajamos na terça-feira, dia 25/10, aniversário da minha irmã linda que ainda há de fazer uma viagem poderosa tipo esta.
Passe de trem
Compramos com Eber Guny, meu querido amigo mochileiro, que trabalha na CI Faria Lima, em São Paulo.

Valor para um France railpass de 4 dias em um mês para duas pessoas viajando juntas- 326 euros - R$831,00. (divido por dois)

Decidi que iríamos usar o passe de trem por economia. Realmente é uma economia, mas não é o meu plano de viagem pq vc tem q se ater a roteiro. Se vc tem mais grana, ou é experiente em viagem e sabe que é possível pegar carona, ou um busão de vez em quando, ou até avião, pode se dar ao luxo de não comprar o passe. Entenda que viajamos por 5 países, sendo o maior a França. Por isso optamos pelo passe. Ah e tb porque mamorrr queria andar de TGV. E andou!

Se vc vai pegar um trem de alta velocidade(Train Grand Vitesse) lembre-se de fazer reserva antecipada(3 euros p/ cabeça). Se vai viajar de noite, reserve pela manhã ou um dia antes dependendo do dia(final de semana, feriados, eventos) pq pode ficar sem lugar!!!

Então, o total gasto, assim, quase exato por pessoa nesta viagem de 20 dias foi:


R$5000,00


Agora, nós gastamos mais com hospedagem pq não encontrávamos albergue vazio, compramos gostosuras, alguns souvenires q tem valor de presente mesmo, e mamorrr comprou miniaturas de carro porque estavam a um valor mais convidativo e ele é amante e vendedor de miniatura no mercado livre (olha a propaganda - TADEU.ITATIBA). O valor gasto de cada um, deste jeito foi de quase R$6000,00


"Mas vc, como funcionária pública, ganhando uma grana male male por mês, como fez pra juntar esta grana, assim, tão rápido?"

Então, gente, fiz um empréstimo consciente pelo meu cartão de crédito, que estava com juros baixos e tô pagando ele. Ah, mas é como mais uma compra. Só isso. E não deixo de pagar! Porque, se precisar fazer de novo, eu faço!

Mamorrr é um baita parceiro de viagem. Animado, ousado, vai falar com todo mundo, acorda cedo, é organizado, cheio de pique, um amor de homem. lindo, lindo, lindo.

Foi divertido, contudo, porém, entretanto prefiro mochilar sozinha.

E vc, quando vai fazer seu mochilão?


V for Verônica

18 de nov. de 2011

Nóis fumo e nóis vortemo das Zoropa mochilando! Contos que eu conto em partes.

Saudações caros futuros e presentes mochileiros!!!





Voltamos da Europa na terça-feira às 19h30, lá do aeroporto de Cumbica. Como moramos no interiorrrrr, ainda fizemos uma viagem até Louvercity, chegando no lar mesmo às 23h30. A beleza é que no dia seguinte fui trabalhar às 8 da manhã!




Juro que eu queria ter escrito muito aqui durante a viagem, mas quem disse q tinha pique depois de caminhar quase 30km por dia conhecendo, visitando, buscando alimento, albergue, trem, busão e tudo mais?! meu, tô um caco. E claro que tudo valeu muito a pena.




Quanto a um balanço financeiro, que sei que é o que mais interessa a vocês, o plano era gastar no máximo uns R$6200,00 cada um. Por cima, já digo que não chegamos aos R$6000,00. Acho que uns R$5500,00 foi.




Não usei VTM - Visa Travel Money - Levamos dinheiro na xinxa(é assim que se escreve?). 2100 Euros.




O feriado de finados quebrou nossas pernas: todo mundo festeja o dia das bruxas pela Europa e, consequentemente, viajam, ocupando todos os hotéis e albergues dos locais mais e menos pop.


Também, depois do feriado tudo ficou bem e conseguimos hospedagem fácil, mas foi traumatizante, ainda mais pra mamorrr que achava que tudo estava organizadinho, com roteiro certinho e todas as hospedagens reservadas(como se eu não tivesse dito mil vezes pra ele que não faço isso).




Admito que deveria ter ficado mais esperta com este feriado. Não imaginei que levassem tão a sério e que viajassem pra festejar a data. Isto nos custou gastos acima do planejado porque ficamos hospedados em hotel umas duas vezes por um preço quase trez vezes maior do que ficaria se estivéssemos em albergue, e com café da manhã! Sem contar com a noite em que dormimos na estação de trem na bela e fofa cidade de BRUGES, na Belgica.




Bem, deixe-me falar do roteiro planejado e do realizado: quase tudo deu certo não fosse o aperreio da falta de hospedagem e o alto custo de tudo em Copenhague.


Acabamos não indo para Helsingor, perto de Copenhague por causa da falta de hospedagem, depois, quando fomos para Amsterdam estava tudo bombando e lotado. Passamos o dia andando por lá e nada de hotel, hostel, nem nas vitrines das vendedoras de corpos dava pra liberar uma caminha pra mim e mamorrr. Para quem gosta de Amsterdam, nossa experiência foi terrível. Uma multidão nas ruas, muita sujeira, o caos no trânsito, o mal da Europa que são as constantes reformas, principalmente em baixa temporada, e a tristeza de não ter conseguido fazer uma visita para Mariana, irmã de Camilitcha e Gabriela que já mora há alguns anos lá. Uma pena. Não dava pra focar, sabe? Muita muvuca e bagunça. e olha que apesar do feriado é período de baixa temporada. Vou ter que voltar em outro momento pra sentir a cidade de outro jeito.




Também perdemos de ir em Volendam e um outro Dam, perto de AmsterDAM(hahah), onde tem um bocado de moinho, de onde começou a história de baixar o nível da água nos países baixos e ganhar terreno.




Outro lugar que não conseguimos ir, mas por falta de dinheiro já, foi a Ilha de Córsega. Também vai ficar para uma outra vez. Agora vamos aos lugares que deram bem certo!!!!




Copenhague, na Dinamarca - Cidade fofa, limpa, bonita, organizada, plana, cheia de ciclistas. Aliás, o ciclista tem preferência a tudo e lá tem as bicicletas mais poderosas e diferentes. Você pode alugar aqui, como em tantos outros lugares, bicicleta para conhecer toda a cidade. Andamos Copenhague de opnta a ponta e é fácil se localizar nela bastando focar nas grandes avenidas, ou na estação de trem, ou na PEQUENA SEREIA. Ficamos num albergue poderoso chamado GENERATOR HOSTEL(busque no google), super moderno, com bar, baladas frequentes(que perdemos...)boa localização e se modernizando mais.




Ah! Você é fumante viciado? Mamorrr é e quase nos levou a falência lá porque um pacote de Marlboro custa, em média, 6,30 Euros, mais ou menos R$16,00. Momento de para de fumar, ou deixar de viajar pra Europa.




Vocês sabem que gosto de cemitério, mesmo que não tenha ninguém super pop "dormindo" nele. Então, mamorrr e eu fomos visitar um cemitério na Dinamarca e eu tava esperando ver alguma coisa estilo vicking, aqueles trançados simbólicos em pedras, mas nada. Agora o que é legal é que no local onde estão os mortos, tem vida. O pessoal passeia com cachorro, faz cooper, leva criança pra brincar...tem movimento. E muitos esquilo vermelho. Vi uma reportagem que na Inglaterra os esquilos cinza estão aniquilando os vermelhos com algum mal que carregam. Bem, na Dinamarca eles estão bombando.




Os dinamarqueses são muito gentis, todos falam inglês, bem ou mal, são conversadores e atenciosos. Mamorrr é desenhista de móveis e uma das coisas que buscava na viagem era ver o estilo de desenho de móveis em lojas e disposição de produtos em vitrines. Ele estava encantado com a beleza na apresentação das mercadorias, com o design tanto dos móveis onde ficavam os produtos como nos móveis para residências. As curvas, as cores, o charme, muito uso de couro e madeira. As pessoas não tem medo de ousar com mistura de materiais e cores que parecem não ter nada a ver.




A comida típica do povão é um cachorro quente com um salsichão, mostarda forte e cebola frita. É caro pra cacete e uma delícia. uns 6 Euros, por aí. Não lembro exatamente agora.




FOMOS PARA CHRISTIANIA. Pus uma foto aqui em um post antes de ir. Fomos lá. pedem pra não tirar fotos, mas eu tirei duas, toda suando. Tomamos duas cervejas TUBORG num bar lá dentro ouvindo Amy Whinehouse cantando "Valery" e foi inesquecível . Que momento legal. Que local diferente. Meu, eles vendem tijolo de maconha de várias qualidades em banquinhas na área livre de Christiania. Bem, avisam também que comercializar droga continua sendo ilegal. Acho q pra eles avisar já basta. Ali era uma comunidade alternativa que foi ficando mais modernosa com o passar das décadas. Tem vários barezinhos e aquelas mesas e bancos gigantes de pic nic em áreas externas, onde os jovens, principalmente viajantes curiosos, pedem uma breja, fumam seus cigarros e ficam olhando quem mais aparece. O chão é de terra, tem umas lojas de produtos artesanais e lembranças de Christiania, como camisetas, chaveiro com folha de maconha e seguindo mais adiante neste grande parque murado, aparecem as casa de moradores, algumas bem lambudas, outras muito normais, com muitas motos e carros abandonados, muitas plantações de verduras e legumes, bem arborizado tudo. Bem diferente e até interessante.




Da Dinamarca seguimos para a Holanda. Visitamos Amsterdam, Delft e Rotterdam.


Como já disse, pela dificuldade de hospedagem e da pova toda, fiquei bem retada em Amsterdam. Queria ir embora. Ainda mais que Amsterdam me lembrava Copenhague, mas mais feia e suja. Os canais em Copenhague eram muito mais elegantes. Falei pra mamorrr que o que queria era ver o letreiro I AMSTERDAM e ir embora ver se achava um lugar pra dormir em alguma cidade próxima, daí poderíamos voltar pra visitar a cidade mais sossegados e até ir pra VOLENDAM não sei o que. Mas não aconteceu. Fomos para Delft, uma cidade a 20 minutos de lá. Jogo rápido. Chegamos umas 10 da noite lá pela estação de trem e logo que pusemos o pé na rua mamorrr viu uma placa de hotel e uma mulher saindo na porta. Era a santa da "Fiona", algo assim, não lembro agora. Ela era a receps do hotel e estava indo pra casa. Aí, parei ela e perguntei se ela sabia de algum hotel na cidade onde poderíamos ficar e que poderiamos gastar até 75 euros aquela noite, os dois. Ela abriu a porta e aceitou a gente. Agradeci tanto a ela e ao hotel aconchegante e com uma capa macia pra passarmos a noite. A cidade? Uma graça! Ficamos encantados. Medieval, limpa tb, preço bom em mercado, hotel com WIFI FREE. Aliás, a maioria dos albergues e hotéis que ficamos tinha WIFI FREE. Eles já dava a senha pra gente pq levei meu lap top. GENTE: levem net book pq vale a pena. Facilita pra vc, pra falar com a família, pra fazer reserva mais adiante, pra checar preços e tudo o mais. Que ferramenta perfeita.




Amanhã continuo a história, ok? Preciso dormir. E as fotos vem depois. Por enquanto olhem no FACEBOOK - Veronica Farias - que têm várias por lá.





Até mais!!!!




V for Verônica

25 de out. de 2011

Vou deixar a vida me levar para onde ela quiser....


É isso aí!

A mochila já tá no carro(sem cadeado, pq toda hora enfio uma coisa dentro) a mochila de ataque vai ter ataque cardíaco com tanto peso e eu levantei às 5 da manha pra deixá-las gordas.

Hoje é o grande dia! Mamorrr já me ligou e está arrumando as coisas dele.

20h15 sai o voo de Cumbica e tenho reserva só no primeiro albergue em Copenhague. Os outros vamos arranjando pelo caminho. É assim...


Serão 20 dias intensos. Sei que vou chegar(como sempre) na fadiga, mas pra mim vale muito a pena. Mais pra frente a coisa vai continuar, só que beeeem mais light.

As temperaturas estarão entre 10 e 20ºC, garoas chatas, céu cinza. Tudo bem, vá. Estamos lá.

Sorte pra vcs e sempre que possível escreverei aqui umas coisas e colocarei foto nas redes sociais, ok? Nada de promessas, apenas uma possibilidade.


Dia 5 de novembro estaremos, como planejado, embaixo da TORRE EIFFEL, com queijo e champanhe, comemorando os 48 anos de mamorrr. E que venham todas as jornadas que vierem!



V for Verônica

e

Mamorrr