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8 de jul. de 2009

MOCHILÃO NA GLOBO, ÁS 21H00 - NÃO SOU NOVELA, MAS ACOMPANHE ESTES PENSAMENTOS

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--------------------------------- Ai, ai, Seu Armando.....--------------------------------

Acompanhar novela é um barato. A gente fica pensando no que vai acontecer no dia seguinte, tem gente que gosta de ver tudo que vai acontecer na semana seguinte ANTES que tudo aconteça, tem o povo que odeia saber tudo antes e tem gente que narra a novela enquanto ela está acontecendo. Tipo adivinhando(minha mãe é uma delas). Parece até que escreveram a novela. É que acertam a maior parte das vezes. E aqueles que ficam na torcida em voz alta? Ah...novela é algo entretenedor. Distrai, leva a gente para um mundo da vida dos outros, muitas vezes nos mostra coisas em nossas vidas, em nossa economia, política, saúde pública, educação e mundo. Eu adorava assistir BETTY, A FEIA. Tirando a breguice dos trajes e o nariz plastificado tipo mesmo molde de todas as colombianas, fiquei com vontade de ir para Cartagena e me emocionei junto com Betty na primeira vez que ela viu o mar. Até a Tais Araújo, atriz brasileira que participará da nova novela das nove, VIVER A VIDA, participou de um capítulo de Betty.

A TV tem coisas boas pra apresentar até em novela, mas será que o povo que fica desejoso de fazer uma viagem para estes lugares que mostram, sabem que PODEM IR CONHECÊ-LOS DE FORMA BARATA? Imagino que alguns até curiam os preços em agências de viagem só para terem um treco e confirmarem o que já achavam que sabiam: "muito caro. O negócio é acompanhar pelas novelas de televisão."

Novelas são um bom início para despertar a curiosidade do povo. Jamais se contente apenas com o que elas mostram. Vão pesquisar. Saber mais. Alguém aqui ficou com vontade de ir ao MARROCOS depois da novela O CLONE? Vocês iam saber até algumas palavras básicas e alguns constumes locais. Olha só como a novela ensina. Visitar o mercado de tecidos em FEZ, cometer vários "harams" comendo demais e na compra de tecidos em excesso....Visitariam o Deserto do Saara durante a Lua cheia, ouviriam os músicos populares no mercado em Marrakech, tomariam o delicioso suco laranja de lá e apreciariam os diversos estilos e cores de "burca" que as mulheres usam. Sabem que na exoticidade das mulheres que não se vê, elas são muito bonitas? E os homens de mãos dadas? Ah, eles não são homossexuais, não. São parceiros em negócios, ou grandes amigos. Isso tudo você aprende além das novelas, tanto pesquisando como indo até o lugar para "vivenciar".
Teve aquela novela com a Malu Mader, na Irlanda, ETERNA MAGIA. Não acompanhei a novela, mas vi algumas cenas da Irlanda e gostei muito. Passei uns 8 dias dando a volta pela Irlanda em 2000, sozinha. É um país maravilhoso, com belezas naturais impressionantes e um povo simpaticíssimo. Interessante que o lugar que menos me apeteceu foi Dublin. Visitei, Belfast, Portrush, Londonderry, Giant's causeway, Ballygally, Galway, Aran Islands - Innish Mor, Cork, Waterford e Dublin.

Eu, em San Francisco, Califórnia. Ao fundo, Marin County
AMERICA - Eita Barretos, Festa do Peão e Boiadeiro, Tiao no touro Bandido, Sol no deserto do México. "Tchau, sertanejo!" "Hello, Country music". Igual aquela bomba do Halloween que todo mundo no Brasil festeja há mais de uma década. Se fosse algo só para as escolinhas de inglês, mas não! O brasileiro é sincretista, sinergista, "sinner"(pecador). Pra aprender coisa de outro lugar é ótimo. Sua própria cultura é misturada, mas parece que tudo que vem de fora é mais legal. Sou a favor de apreciar o que é bom, mas trocar, esquecer, não saber coisas de sua própria cultura é que é absurdo. E sempre fomos rendidos aos EUA, tanto na língua como na economia. Língua é cultura. Se duvidar aqui se fala melhor inglês do que o próprio português. Só pra lembrar temos em outubro os "festejos do Dia do Saci", um verdadeiro combate cultural ao Dia das Bruxas.
Outra coisa que me deixa fula é quando chamam os ESTADUNIDENSES de AMERICANOS. Todos os moradores das Américas são Americanos. Desculpem. Apenas acho que palavras tem força e devem ser prudentemente usadas. "Ah, mas é comum chamar americanos de americanos. Tem coisas que devem mudar para o bem das nações. Nem todos os países chamam os estadunidenses de "americanos". E ainda tem a confusão porque muitas vezes pode estar se falando dos canadenses, mexicanos, cubanos, sei lá. Ah, eu sou meio rebelde.
Só para constar, um dos lugares onde moraria, se tivesse que sair do Brasil, seria San Francisco, na California. Os EUA são um país lindo. Mas acho q vai ser Dubai mesmo....
CAMINHO DAS ÍNDIAS. Um outro lugar onde você certamente se viraria bem. Os indianos são muito simpáticos, com suas cabecinhas sempre balançando para um lado e outro. A vestimenta é típica, o trânsito é dos infernos, os temperos das deliciosas comidas são os que trouxemos para cá. Lembram-se na escola? Especiarias do Oriente? Pois é! Só que o país não é aquela coisa só linda, não. Em Mumbai(Bombaim), você tem o Distrito Vermelho, onde a prostituição por "passe de busão é constante, muita gente com SIDA(AIDS), drogada, com fome, pobreza, sujeira. Imagine a vacaiada se desfazendo pelas ruas? E agora vocês viram que vão fazer suco de urina do gado por lá? O pessoal já toma, mas agora, pelo que vi, vai ser comercializado em grande escala! É cultural. Bollywood, a festa das cores... E você sabia que em GOA, pequena parte da população fala PORTUGUÊS?Uns 5%, mas fala. Olha que beleza! Os portugueses botaram o pézinho em tanto lugar, gente! E ainda queremos taxá-los de burros. No MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA, em São Paulo, desvendamos todos os locais onde houve, ou ainda há domínio ou assentamento de portugueses.


CARAS E BOCAS. África do Sul. Copa do mundo chegando. Safáris. Animais em seu habitat natural e muita história triste em Sun City. Houve um tempo em que o Rock, que une os times "não tocaria em Sun City". Muitos de vocês não sabem disso. Pesquise pela música I Aint gonna play Sun City. Apartheid, 46661, Nelson Mandela....


VIVER A VIDA. Olha a Thaís Araújo na novela de novo, gente! Lembrei dela lá em São Luis do Maranhão Também. Esta tá contente. Bem, este lugar da foto tornou-se pop após ter aparecido no filme de Spielberg Indiana Jones e a Última Cruzada!!!! Cruzada Religiosa. Muita matança pela fé. Eita! Tudo tem história no meio. Tudo tem que ser pesquisado. Jordânia. Muros.....
História é uma matéria muito importante na estrutura das pessoas. A começar pela história de nossas vidas, família, pais. Quem não tem história não sabe de onde veio, tem dificuldades para saber para onde vai. Tem menos informações sobre seu código genético. São alicerces para a vida as histórias que nos rodeiam. É importante cada um ter a sua. Essa história de que quem vive do passado é museu é a "pior viagem". A não ser que sua história tenha que ser reescrita pra você ficar melhor na fita.

Então....ô, da poltrona: Vamos levantar o pôpô daí, pesquisar itinerários, preparar seu mochilão para além dos zaps canalísticos e vamos visualizar "in loco" todas essas maravilhas? Acompanhe os posts iniciais que eu falo um bocado de como você pode estar nestes lugares por muito menos do que você imagina.

Eu quero o melhor para você, para mim, para o mundo, mas preciso que cada um de nós faça sua parte. Vai dinheiro aí? Vai. Mas é um dinheiro que vai sem arrependimento. Só lucro para a vida de todos.

Aguardo vocês como figurantes pelo mundo, com suas mochilas, mapas, guias, barracas, sacos de dormir em algum lugar, por aí, fazendo parte da história novelísticas deste mundo que ainda é maravilhoso.


V for Verônica

13 de fev. de 2009

POR QUE FAZER UM MOCHILÃO??? Veja alguns dos meus.

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Desde a primeira vez que fui para fora do país, com 19 anos, queria fazer uma viagem independente. Primeiro porque queria economizar as finanças do meu pai. Viajar por uma agência nunca foi barato. Ainda mais para o exterior. Segundo, porque queria dormir em albergue, acampar, ir para onde quisesse. Fazer uma viagem bem independente. Era uma onda de Vovó Stella naquela época que só vocês tendo passado por aqueles anos para saber. Nunca tive vontade de ir para a Disney. Mas este sonho de muita gente aconteceu comigo.

Pedi aos meus pais para me deixarem ir para os EUA com a Isabella, minha amiga de infância. Mais precisamente, a California. Nenhum dos pais concordou com isso, mas disseram que se fôssemos com excursão, tudo bem. Qual o remédio?

Queria ir para a Califórnia e conhecer San Francisco por causa do grupo de Rock Metallica. A agência com a qual iríamos passaria por lá e também pelo Arizona, Las Vegas e Flórida. Fiquei bem chateada em ter que viajar com uma agência, mas devo dizer também que foi uma boa viagem. Éramos jovens, nunca havíamos ido para fora do país, nossos pais ficariam bem mais aliviados se fôssemos com alguém que se responsabilizasse por nossas vidas. Não que isso faça alguma real diferença, já que para algo acontecer, basta estarmos aqui.

Ficamos 20 dias viajando por alguns estados dos EUA. Sobrevoamos o Grand Canyon, visitamos minha querida San Francisco, Carmel, Solveig, Los Angeles, Las Vegas, Sedona, o Deserto de Mojave, a represa Hoover. Depois fomos para Miami. Visitamos a Disney, Bush Garden e os Estúdios da Universal. Tudo com guias que falavam espanhol e português, ônibus levando para todos os lados. Lembro que tivemos um dia livre em Los Angeles e um em San Francisco. Uma noite saímos para uma balada, mas não antes de sermos totalmente desencorajadas pelos guias, que tinham responsabilidade sobre nós. Saímos de qualquer forma.

Depois desta viagem, mesmo estando totalmente amparada pelos guias do tour, senti o prazer pelo diferente. Queria ver o que havia por outros lugares do mundo.

Sempre viajei pelo Brasil porque minha família está espalhada por aqui. Conheço a língua, a hospitalidade, a lindíssima natureza. Quero ver o diferente. Falar línguas diferentes, comer coisas diferentes, aprender outros costumes. Obter conhecimento.o mês de março ficou acertado que iríamos nas férias de julho daquele ano de 93. Eu ainda chegaria no Brasil para meu aniversário de 20 anos.

Foi daí que, logo após esta viagem, fui para os EUA, de novo, com minha irmã no ano seguinte. Fomos no final de janeiro de 94 e voltamos no meio de março. Desta vez, fizemos o tão desejado “backpacking”. A viagem com grana regulada e estadia em albergues, como queria.

Foram dois meses de muito aprendizado. Principalmente porque aprendemos tudo sozinhas. Não lembro de ter visto filmes ou qualquer coisa que nos influenciasse a fazer isso. Lembro, sim, de ter ficado em um albergue em Santos uma vez. E senti um cheiro de viagem no ar. Queríamos ir sós. Por nossa conta. Pensei: tour nunca mais.

Aprendemos :
-o que realmente devemos levar na mochila;
- onde comer e o que comer;
- fazer amizades pelo caminho;
- mudar rotas inesperadamente;
- controlar as emoções ante um desastre natural;
- acreditar nas pessoas que acabamos de conhecer;
- estudar melhor a história dos locais visitados;
- fazer alguns sacrifícios financeiros, ainda mais porque vai saber se vamos voltar aquele lugar;
- andando se conhece mais as coisas e as pessoas;
- evitar fazer todos os programas de turistas;
- visitar locais fora de roteiro típico.
Daí, fui mais duas vezes com minha irmã para os EUA. Em uma delas, pegamos um “pacote turístico” que sairia bem barato, para passar a virada do ano. Forneceriam apenas a estadia e um tour pela cidade de Nova Iorque. Como já conhecíamos a cidade, fizemos o tour que estava incluso e ficamos passeando por uma semana. Da outra vez, passamos 10 dias na nossa amada San Francisco. Mas eu queria muito visitar a Europa, onde sabia que iria de encontro a diversas culturas bem diferentes, uma ao lado da outra. Juntei dinheiro e em 2000 fui para a Europa.

Comecei a acertar as coisas no começo do ano de 2000 e já anunciei para os amigos que iria, finalmente, fazer minha primeira viagem de mochila nas costas sozinha. Minha mãe estava bem preocupada. E acredito que deve ter pedido muito em oração para que algo acontecesse porque uma de minhas amigas pediu para ir comigo. A Camila querida. Eu topei. Só que ela ficaria apenas duas semanas comigo, enquanto eu ficaria mais três sozinha.

No início de agosto partimos em direção à França, onde visitamos Paris, Versailles, Renes, Cancale e St. Malo. De lá fomos e ferry para Portsmouth, na Inglaterra e a caminho de Londres, onde ficaríamos hospedadas junto com uma amiga da minha amiga que estava morando lá. Isto foi muito bom porque pagamos bem menos para ficar junto com ela do que pagaríamos até em um albergue. Fomos para Edimburgh, Inverness, Oban, Ilha de Skye, Glasgow, e de volta para Edimburgh, onde minha amiga seguiu de volta para Londres para finalizar sua viagem. Precisei do dia seguinte para me adaptar a solidão de “nínguém íntimo, da minha terra junto comigo”. E tudo ficou muito forte. Fiz um tour pelas highlands e a guia, muito perspicaz, logo viu que eu era a única sem “dupla” e muito deslocada do grupo. Quando paramos em uma montanha para apreciar uma vista impressionante, ela veio do meu lado e perguntou se eu estava bem. Disse que sim, que estava apenas me adaptando a ficar só, já que minha parceira de viagem havia voltado para o Brasil. Ela entendeu imediatamente. Deu mais uma palavrinha de confiança para mim e me deixou apreciar aquela paisagem. Depois fui para Stranraer, pegar um barco para Belfast, na Irlanda.

Visitei Belfast, Portree, Portrush, Londonderry, Giants’ Causeway, Ballygally, Galway, uma das ilhas do arquipelago Arran, Cork, Waterford, Blarney, Dublin. Daí peguei um navio para Holyhead, no País de Gales. Visitei Conwy, Cambridge, Bath, York e voltei para Londres. E de volta para o Brasil.

No meio de tudo isto, muita coisa aconteceu. Perdi-me em trilha, com mochila nas costas, no meio de uma vacaiada, peguei carona, fui para lugares onde nunca tinham visto brasileiros (hoje, felizmente, isso não acontece), dividi aluguel de carro com outros mochileiros, inclusive com um cego que viajava com seu cão guia, fiquei uma semana sem ligar para casa, tive que dormir em uma cidade não planejada, sem mochila, porque as cabines de venda de passagem já tinham fechado. Aí, foi ir ao CIT(centro de Informações Turísticas) e ver onde tinha albergue, pousada, o que fosse. Descobri que não somos só nós que achamos que uma língua soa engraçada; acharam que português soava engraçado na Escócia. Acampei em parque público. Vistas exuberantes, castelos demais, cultura demais. Intoxicação de conhecimento. E olhe que para esta viagem não fiz uma super pesquisa. Andei muito. Falei com muita gente, vi coisas demais. Isso tudo em 35 dias. Mas ainda faria muito mais na minha segunda viagem de mochila.

Em 2003, decidi que iria visitar outros países e tentaria, mais uma vez, pegar 5 semanas. Iria sozinha. Ninguém pensou em vir comigo. Mesma época, final de temporada na Europa, meio de agosto. Desta vez. Fui para Hungria, Polônia, Suiça, Alemanha, França e Espanha.

Visitei Zentendre, Budapeste e Eger, na Hungria.
Na Polônia visitei a Cracóvia, Varsóvia e Auschwitz. Na Suiça visitei Berna, Lausane, Lugano, Montreux e Genebra. Berlim, na Alemanha, foi visitada por acidente, e valeu muito a pena. Também caí em Viena por acidente. Na França, tive que ver Paris encore... Na Espanha visitei Madri, Barcelona, Blanes, Figueres, Toledo, Sevilha, Cordoba e Granada. Foto:Eu em Figueres-Espanha, junto a escultura de Salvador Dali
Nesta viagem fui expulsa de trem e tive que mudar minha rota, por causa de visto. Tive problemas com gente me seguindo em Viena, o que me impossibilitou de conhecer a cidade. Fiz várias amizades de meio de caminho. Andei na madrugada por Paris e também fui seguida. Nadei no Lac Léman, em Montreux, na Suiça. Comi umas 5 panquecas de Nutella em Paris. Fui para lugares onde ninguém me entendia. Banhei em banheiro misto sem portas, pedindo a Deus para ninguém entrar. Emocionei-me com festa folclórica numa praça na Cracóvia. Fui protegida da chuva pela generosidade de turistas. Dividi um taxi com mais 3 nacionalidades: gregos, franceses e poloneses. Aprendi muito mais sobre história, amizade e economia.

Em fevereiro de 2006, tive o desejo de escrever sobre viagem econômica. Queria que mais pessoas se aventurassem pelo mundo. Queria mostrar que se eu conseguia fazer isso, elas também conseguiriam.

Concluí o rascunho do livro em Março. Decidi que iria mochilar novamente em agosto para ver se poderia acrescentar algo mais ao livro.

Em maio, comecei a preparar as coisas (dinheiro) e contei ao povo do serviço que iria, de novo, mochilar pela Europa. Desta vez tinha planos de visitar uns 8 países nas minhas “5 semanas”.

Ivete, minha amiga de serviço disse que havia contado a um amigo dela sobre minha viagem e que ele havia perguntado se eu topava levá-lo comigo. Disse que tudo bem. Ainda mais porque seria uma provação para mim: Eber era um rapaz sem muitas posses, que depois de ouvir quanto eu pretendia gastar ao todo (R$8000,00), disse que poderia conseguir esta quantia para a viagem. Eu iria descobrir se realmente qualquer pessoa poderia mochilar pelo mundo com minhas dicas.

Tudo foi organizado em menos de 2 meses. Eber, que tinha planos de fazer um intercâmbio na Austrália, agora estava a caminho da Europa para visitar nada menos que 8 países, com culturas totalmente diferentes e línguas mais diferentes ainda. Ele não estava preparado para o que aconteceria.

"Hassan, Fatima" e Sahid a caminho do Deserto de Chigaga - Marrocos
Foram 39 dias:
Grécia – Athenas, Tessalonica, Meteora, Corintho, Patras, Corfu
Itália – Pompéia, Napole, Pisa, Florença, Roma, Vaticano, Cinque Terre, Veneza
Austria - Viena, Salzburgo
Rep Tcheca – Cesky Krumlov, Kutna Hora e Praga
Alemanha, Nuremberg
França- Paris, de novo. Ai, Ai....
Espanha – Barcelona e Algeciras
Marrocos – Tanger, Marrakesh, Essauira, Ouarzazate e Deserto de Chigaga. Partida de Casablanca.

Também aconteceram coisas aqui: tivemos que dormir uma madrugada às margens do Danúbio, em Viena. Eu vomitei no trem na Rep. Tcheca, porque tava com medo de ser barrada de novo. Quase apanhei em Florença arranjando encrenca com Nigerianos. Vomitei várias vezes atravessando o Atlas, de carro, na Africa. Tivemos problemas com carro alugado em Marrakesh, comemos os melhores sorvetes e sucos do mundo. Visitei, mais uma vez, minha querida família na Espanha, enquanto larguei Eber para andar sozinho pela cidade, para sentir o gostinho da independência. Fiz uma trilha deliciosa na Itália. Aprendi a prestar mais atenção aos feriados nos países. Passei correndo, de novo, pela Alemanha. Fui, pela terceira vez, e, ainda, não suficiente, ao Louvre. Passamos uma noite de lua cheia no deserto de Chigaga.

Voltamos para nosso cotidiano e logo ouvi de minha amiga do serviço que Eber estava muito diferente. Extrovertido, agitado, decidido a estudar fora. Também estava decidido a divulgar esse estilo de viagem às pessoas. Mais um para a campanha de transformar o Brasil numa TERRA DE MOCHILEIROS.

Hoje, meu livro está pronto, Eber tem um blog sobre mochilão e uma comunidade no Orkut, com dicas de mochilão, já fez mais dois mochilões: um pela Grã Bretanha e outro pela Argentina/Chile. Fez duas trilhas pelo Rio de Janeiro e está na busca de viagens sempre que possível, porque MOCHILAR É PRECISO.

Vamos lá! Faça também seu mochilão sozinho porque é Seu pé que te leva pelo mundo.


V for Verônica

Foto lá do allllto: Eu, em Montreux (08/2003) com a escultura do Freddie Mercury, vocalista da banda QUEEN. Ah, mas eu chorei.