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13 de fev. de 2009

PALESTRA CASA DA CULTURA SALVADOR LIGABUE - FREGUESIA DO Ó-23/9

Aconteceu mais uma palestra sobre MOCHILÃO na cidade de São Paulo. Desta vez o bairro agraciado foi a Freguesia do Ó.

A palestra foi a mesma dada na casa da Cultura Cachoeirinha, sendo que variei nas histórias (lógico). O público fotografou, assistiu entusiasmado, soltaram até lágrimas. Não contei histórias tristes, é que o público era muito emotivo, talvez pelos laços familiares que nos prendiam. Não estou poetisando a irmandade mochileira não. O público era só de familiares. Foi divertidíssimo.

Foi como se eu tivesse feito uma palestra especial para obter a aprovação de todos eles. Minha tia fotografava, minha mãe com olhos marejados, meu pai todo orgulhoso, minha irmã que chegou atrasada com o Marco (trânsito), meu primo Juninho que já quer ser mochileiro com 10 anos de idades, Yasuda, meu outro primo (15 anos) que planeja comprar meu Maverick e deixá-lo como um carro de "mano" (vou convencê-lo a mochilar), minha prima Marcia, a D. Norma, a Neusa, uma conhecida nossa de muitos anos, D. Magnólia e Fernandinha, a Magda, uma desconhecida (!), Dorita, Oscar, Eber, Larissa com a filhinha, Caiane, Lilian (sempre conosco), titia Antonia que veio de brasília, especialmente....para o aniversário de meu pai, que foi no mesmo dia da palestra. Comemoração dupla!

Dei a palestra exatamente como fiz na Cachoeirinha. Foi, mais uma vez, perfeita. meu pai só dizia que eu tinha puxado a ele: desinibida, destemida, entretenedora. Ah...eu sou, vá. Eu gosto. É uma felicidade pra mim poder dividir algo que me faz bem. Quero todos felizes e aproveitando melhor a vida.

Foi uma felicidade muito grande ter feito esta apresentação especial aos meus amados familiares. Pude, desta forma, mostrar a eles que não estou para brincadeira; tenho um objetivo. Preciso do apoio e da confiança deles. Senti que tenho tudo isso. Foi maravilhoso.

A todos com quem conversei sobre a palestra, compreendo perfeitamente porque não foram: terça-feira, 19h00, não é o melhor dia, nem horáiro para se locomover em nossa cidade após um dia extenuante de trabalho. Sem problemas. Haverá outras oportunidades!

Divulgaremos com mais intensidade as próximas palestras. Quero, da próxima vez, toda a irmandade dos futuros mochileiros conosco.

Depois postarei fotografias no ORKUT.

Sorte para vocês.


V for Verônica

FELIZ DIA DOS PAIS!!!

mave
Hoje é dia de reunião familiar. O pessoal prepara o almoço, telefone tocando igual em casa de parteira, vem os amigos mais íntimos, principalmente aqueles que tomaram seu pai por pai deles. Isso é motivo de orgulho. Pessoas elegerem seu pai como representante da figura masculina na vida deles é muito forte e sincero.

Meu pai proporcionou algumas viagens para mim, principalmente as culturais. Dizia que eu era bandoleira como ele, que sempre gostei muito de sair e ficar na boemia, que não tinha medo de nada, era muito inconsequente. Quando eu era pequena ele me levava para o horto florestal, na zona norte de São Paulo para eu andar de bicicleta, de mini carrinho de verdade, brincar e pegar peixe no lago. Enquanto isso ele ficava, ou limpando o carro, ou vendo a molecada jogar futebol. Fazia isso praticamente todo final de semana.

Quando comecei a dirigir aos 18 anos (porque não podia esperar um instante. tinha que ser imediatamente aos dezoito) lá estava meu pai, ao meu lado no Maverick, andando na Marginal Tietê. Eu sempre dirigi "como um homem", diziam. Minha mãe e minha irmã falavam que isso não era motivo de orgulho porque homem é muito irresponsável. Para mim era dizer que eu dirigia como meu pai, o que me deixava muito feliz.

Quando tive meu primeiro namorado sério, imediatamente contei aos meus pais e meu namorado quis conhecê-los. Conforme o namoro foi ficando difícil( 4 anos), tive a percepção de meus pais para sempre me orientarem a pensar no melhor para nós todos. Papai dizia que "carinho"(sexo) qualquer um podia dar, mas respeito é algo difícil de se ter em reciprocidade.

Papai sempre soube a hora de dizer coisas e de não dizer nada. É um homem de poucas palavras, mas precisas. Também é muito engraçado. É do tipo que faz graça com tudo. Mamãe diz "Riba , vem sentar na mesa que o almoço já está posto", e ele responde: "Mas preciso sentar na mesa? Não tem cadeira pra sentar?"

Ele é muito espirituoso, viciado em diversos esportes, principalmente futebol e entregue a sua família. Papai se desdobra para ajudar as pessoas. Sempre foi muito generoso e tem consideração por todos. Quando eu trabalhava e saía ás seis da manhã para o serviço ele fazia questão de levar a mim e minha amiga Fernanda até o ponto de ônibus porque dizia estar muito escuro e perigoso na rua. Que não custava nada levarnos até lá.

Peço a Deus que um dia encontre um par para passar a vida comigo e que ele seja, pelo menos, como meu pai. Se for para ser menos é melhor que sejamos somente amigos.

Agora papai está deitadinho porque ficou a madrugada vendo os jogos olímpicos. Beijo ele todos os dias porque todos os dias contam para você mostrar o grande amor que se tem por qualquer pessoa que você queira bem. Qualquer pessoa a qualquer momento.

Feliz dia de vida para vocês junto com os seus.

Um grande beijo.

Papai iria logo responder "dois!"


V for Verônica